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Facebook reconhece problema de privacidade


Facebook reconhece problema de privacidade

 

Nos últimos dias, a questão da privacidade no Facebook voltou à ordem do dia depois de um blogger ter descoberto que a companhia continua a ver toda a atividade dos usuários, mesmo quando estes se desconetaram da rede social. A companhia reconheceu o problema e afirma que o resolverá em 24 horas.

Nik Cubrilovic, um analista de segurança e blogger australiano, lançou o alerta: “Mesmo se você não estiver conectado, o Facebook ainda sabe e pode acompanhar todas as páginas que você visitou. A única solução é excluir todos os cookies Facebook no seu navegador, ou usar um navegador separado para interações Facebook”. A descoberta voltou a colocar em causa a política de privacidade da rede social e obrigou já um porta-voz do Facebook a vir a público afirmar que “nenhuma informação que recebemos quando você vê um plugin social é utilizada para direcionar os anúncios” e para pedir aos membros da rede social para “confiarem na companhia”.

Independentemente da declaração, a forma como o Facebook trata a privacidade dos seus usuários tem causado muitos problemas à companhia e colocado em causa a sua seriedade. Com a abertura do Google Plus e o controlo de privacidade que aquela rede social dá aos usuários, o Facebook viu-se obrigado a reagir mais depressa do que é habitual e a reconhecer o erro. Engenheiros do Facebook contataram Nick Cubrilovic e analisaram o problema durante uma conversa de 40 minutos. De acordo com o relato do blogger ao site Smarthouse, a Facebook vai corrigir três cookies e assim evitar que a informação seja recolhida mesmo quando o usuário não está conetado no Facebook.

Os cookies continuarão a existir, mas não terão as mesmas funções. O Wall Street Journal cita Arturo Bejar, o director de engenharia do Facebook, que defende a continuação dos cookies para “prevenir ataques de phishing e de spam e para diminuir os passos de autenticação da conta quando é feito novo login”.

O mais interessante deste caso é que Cubrilovic afirma ter descoberto e reportado o problema à Facebook há cerca de um ano, mas que apenas obteve resposta da companhia depois de ter publicado o post. A forma como a empresa de Zuckerberg trata os dados confidenciais dos usuários da rede social é um dos seus calcanhares de aquiles, mudando as definições sem prevenir as pessoas. A chegada do Google Plus obrigou o Facebook a reagir e a tornar mais evidentes as configurações de segurança e privacidade, mas casos como este contiuam a manchar o nome da maior rede social do mundo.


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