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Kiva: o micro-crédito que muda vidas


A Kiva publicou agora um vídeo que demonstra como o micro-crédito que angariou se espalha pelo mundo. Um total de 240 milhões de dólares mudou de mãos e ajudou a mudar vidas em pouco mais de cinco anos. Com apenas 25 dólares, você pode fazer a diferença.

 

 

Em pouco mais de cinco anos, a Kiva distribuiu mais de 240 milhões de dólares emprestados por mais de 620.000 pessoas de todo o mundo, que contribuíram para melhorar a vida de 615.000 pessoas. O micro-crédito abrange áreas tão diversas como a agricultura, educação, serviços, comércio e alimentação e vai na totalidade para os empreendedores que o solicitam. Se alguém quiser contribuir para manter a Kiva, pode fazê-lo, mas à parte.

 

E como é que a Kiva financia os pedidos de micro-crédito? Simples, através de micro-empréstimos. O site tem 137 parceiros no terreno (organizações não-governamentais) que recebem, analisam e gerem os pedidos de financiamento. Quando as pretensões são aceites, o montante, a razão do empréstimo e a história das pessoas é colocada no site e então você pode decidir a quem emprestar dinheiro.

Uma das razões do sucesso deste projeto prende-se com o facto de a Kiva não aceitar empréstimos de mais de 25 dólares por pessoa. Assim, têm de se juntar muitas dezenas de vontades até se conseguir angariar o dinheiro que irá na sua totalidade para quem solicitou o micro-crédito. Outra boa notícia é que nos 240 milhões de dólares já emprestados, apenas 1,26 por cento não foi totalmente pago.

A imensa maioria dos empreendedores que solicitaram empréstimos são mulheres (80 por cento) e fazem um micro-crédito a uma média de 385 dólares (média conseguida considerando cada membro de grupos individualmente).

 

 

Quando vi no TNW que a Kiva tinha lançado o vídeo imediatamente me decidi a escrever sobre a organização do micro-crédito e por uma razão simples: Desde 2007 que faço parte das 620.000 pessoas que entregaram 25 dólares a um empreendedor distante, com a esperança de assim contribuir para melhorar as condições de vida de uma família, um grupo ou uma comunidade.
Até ao momento, contribui para o financiamento de três projetos: O de Penina Lam Chung, de Samoa, que com 1.200 dólares comprou material para a sua plantação de vegetais e para renovar a casa; o de Idalia Bonilla, da Nicarágua que investiu 400 dólares para ter uma boa colheita; e no grupo de Chanthy Hol que se juntou para comprar 1.900 dólares de mercearias para venda. Os dois primeiros micro-empréstimos já foram totalmente pagos e até Outubro ficará liquidado o último.

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