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Android irá ser utilizado mais do que o Windows em 2016


O lançamento do Windows 8 marca uma nova etapa para a Microsoft. A introdução de uma interface adequada a tablets faz do Windows 8 um concorrente de peso ao Android na luta pelo segundo lugar deste mercado, assumindo que a médio longo prazo será difícil destronar o iOS. Mas será que a Microsoft terá realmente hipóteses neste mercado? Segundo a Gartner dificilmente.

Dentro de 4 anos o sistema operacional Android da Google será utilizado em mais dispositivos do que o Windows da Microsoft. Os dados são da conceituada empresa de estudos de mercado Gartner que sublinha uma grande mudança no sector de tecnologia. Em concreto, no final de 2016, haverá 2,3 bilhões de computadores, tablets e smartphones que utilizam o software Android, em comparação com 2,28 bilhões de dispositivos Windows, segundo indicam os dados da Gartner.

O estudo inclui uma expectativa de 1,5 bilhões de dispositivos a utilizar Windows até o final deste ano, contra 608 milhões de dispositivos com o Android. Se tomarmos em consideração a estimativa de crescimento nos próximos 4 anos para o Android e volume de vendas necessário para atingir o número 2,3 bilhões previsto pela Gartner, não deixa de ser um registo absolutamente impressionante.

Estes dados parecem reflectir uma quebra das vendas mundiais de computadores pessoais em mais de 8 por cento no terceiro trimestre, o maior declínio desde 2001, contrastando com o número crescente de consumidores que estão a migrar para tablets e smartphones cada vez mais potentes que estão-se a tornar para muitas pessoas o único dispositivo de computação que possuem.

Recordamos que o Windows da Microsoft dominou a indústria de computadores pessoais nas últimas décadas. A empresa tem se esforçado para moldar o seu legado nos computadores pessoais, de modo a fazer a transição para dispositivos móveis (tablets, smartphones e híbridos). Apesar disso, actualmente o Windows Phone apenas contabiliza cerca de 3 por cento de todo o mercado de Smartphones. Por essa razão não é difícil de perceber que a Microsoft chega a este mercado bastante tarde e que os tempos que se avizinham para a empresa não serão fáceis.


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