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Novas API para mapas da Google: um recurso importante ou um problema de privacidade?


A Google disponibilizou duas novas APIs para o seu serviço de Mapas que permitem monitorizar a localização de veículos, recursos móveis e pessoas. Ao anunciar as novas APIs no seu blog oficial e a pedir a todos os programadores interessados para entrar em contacto com a sua equipa comercial para adquirir esta solução, a empresa está claramente a posicionar este serviço para aplicações empresariais.

A nova Google Maps Tracks API permitirá além de acesso a funções de “Geofencing” outra funcionalidade mais útil para os negócios. A funcionalidade principal desta API segundo a Google é, permitir às organizações “desenvolver aplicações personalizadas baseadas em localização para atender às necessidades específicas de um negócio.” Isto significa que é possível rastrear o histórico de caminhos percorridos por qualquer pessoa ou veículo.

A Google Maps Geolocation API é a segunda novidade deste anúncio. Esta API permite aos programadores obter dados de localização mais precisas sem a necessidade de usar um GPS. Em vez desta tecnologia, o serviço tenta triangular a posição do utilizador analisando o sinal recolhido das torres das redes móveis e pontos de acesso WiFi em seu redor.

Talvez a funcionalidade mais controversa é o facto de a Google disponibilizar as anteriores funcionalidades integradas no serviço Maps Coodinate. O que significa que permite uma monitorização de percursos percorridos, localização actual, e notificações em tempo real desta informação acessíveis para um uso empresarial.

É fácil de perceber que estas funcionalidades roçam os limites admissíveis da privacidade. Embora seja uma tecnologia a todos os níveis impressionante, pode ser integrada em veículos de empresas e usada por entidades patronais com menos escrúpulos para monitorizar tudo o que os seus empregados fazem.

Até pode ser compreensível que esta tecnologia seja utilizada com moderação para verificar o porquê do atraso de um serviço a ser realizado na hora de expediente. Mas em outros casos, nomeadamente fora dessas horas onde o empregado muitas vezes tem permissão para usar o veículo da empresa, o uso de recursos de monitorização torna-se inadmissível e quebrará várias leis nacionais e internacionais relativas à privacidade.

Teremos que esperar se este novo serviço merecerá o escrutínio das entidades competentes. Relembramos que a Google já se encontra a ser alvo de investigação relativamente às suas políticas de privacidade pela União Europeia. Via Google Enterprise Blog


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