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Novo Volkswagen Golf integra chipset da nVidia


A nVidia que começou o seu negócio há vários anos atrás no fabrico de unidades de processamento para placas gráficas é uma das empresas tecnológicas mais prósperas da actualidade. Recentemente entrou no mercado de dispositivos móveis graças à sua linha de SoC (Chipsets) Tegra. Este chipset que é o principal componente de alguns dos melhores smartphones e tablets no mercado e promete dominar o ramo automóvel

A Volkswagen (VW) acaba de lançar uma nova versão de um dos seus mais lendários automóveis, o Golf. Este modelo que é o terceiro mais vendido do mundo (apenas ultrapassado pelo Toyota Corolla e o VW Beetle) faz parte nestes dias da actualidade automóvel mas não só. A Nvidia anunciou no seu blog oficial que o sistema de bordo do Golf terá como unidade de processamento centrar um processador da família Tegra. Em especial este modelo irá usar a segunda geração de processadores dual-core da Nvidia (Tegra 2).

Sim, leu bem… segundo a nvidia o mesmo processador móvel que equipa o seu tablet ou smartphone é capaz de equipar um sistema inteligente integrado num automóvel. E qual as tarefas deste sistema? Além de regular parâmetros típicos do automóvel, permite-lhe ter acesso a navegação por GPS em tempo real por intermédio do Google Navigation, onde terá acesso à renderização dos caminhos em alta resolução, controlado por intermédio de um ecrã táctil.

Como o serviço da Google se baseia numa fonte de dados online, o VW Golf inclui um módulo telefónico onde o utilizador poderá usufruir de um plano de dados para descarregar o mapa em tempo real. Mas talvez mais interessante é o facto de a VW prever vender 10 milhões de Golfs até 2020. Ora isto significa que brevemente o condutor comum terá acesso a uma nova geração de automóveis com uma elevada capacidade de processamento.

Se pensamos que só este negócio com a VW (que inclui marcas do grupo como a Audi e a Skoda) pode valer milhões de dólares em receitas para a nVidia então este número número poderá subir significativamente. Os lucros serão bem maiores se se tomar em consideração que o chipset Tegra já é incluído em modelos como o Tesla Model S, o Audi A7 e o Lamborghini Aventador.

Mas será que este novo mercado será um “oásis” para a nVidia? Tudo irá depender da concorrência e a Texas Instruments já anunciou que iria abandonar o mercado de dispositivos móveis para se dedicar a este tipo de sistemas automóveis. Resta-nos esperar que isso aconteça e que a concorrência abra este mercado a mais automobilistas e possivelmente um dia este tecnologia se torne um padrão essencial.


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