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O Brasil, as redes sociais e o preço dos tomates


Os habitantes da Europa, e talvez os de Portugal, talvez não tenham noção do papel das redes sociais no Brasil. Não sei se no resto do mundo as pessoas usem o Facebook e o Twitter da mesma forma, mas neste lado do Atlântico esse sites tem sido usados cada vez mais como extensão da vida real. Não o importa o tema, se algo é importante, oué de interesse para a sociedade, há grandes chances dele monopolizar a atenção dos internautas.

E olha assuntos não faltam no mundo virtual. Nos últimos dias, por exemplo, o Facebook tem sido usado ostensivamente pelos usuários como ferramenta de protesto contra o preço do tomate. Como sempre, esses protestos na rede social mais popular do Brasil são pautados pelo bom humor. Montagens com o fruto (ou legume, como preferem alguns) brincam com o fato de ele estar tão caro a ponto de ser considerado artigo de luxo. Em uma das montagens compartilhadas na rede social ele é comparado até com o iPhone.

Mas nem só de bom humor vive a rede. Outro assunto que domina as discussões online tem a ver com o pastor evangélico Marcos Feliciano. O religioso, que também é Deputado Federal, tem enfrentado dura oposição por parte dos grupos ligados aos direitos dos homossexuais. Ao contrário do preço do tomate, os protestos contra o político no Facebook e Twitter, principalmente, são marcados pelas hostilidade. Os internautas fazem pressão para que Feliciano renuncie ao cargo de presidente da Comissão dos Direitos Humanos (CDH) da Câmara Federal. Isso tudo por conta das declarações racistas e, supostamente, homofóbicas do pastor.

Comparativo: iPhone vs Tomate

Outro assunto bastante popular no Twitter e Facebook é a novela das nove. Esse é um fenômeno bem peculiar no Brasil. É comum programas de televisão colocarem tópicos entre os assuntos mais comentados do mundo no Twitter. No caso da novela “Salve Jorge” os internautas usam as redes sociais ativamente para comentar as falhas na trama do folhetim. Quase todos os dias uma hashtag relacionada à trama escrita por Glória Perez consegue a façanha de figurar nos trending topics do microblog. A novelista, por sua vez, costuma responder às críticas e pode até mesmo mudar os rumos da novela baseada nos comentários dos usuários.

Enfim, esses são apenas alguns exemplos de como as redes sociais parecem estar entranhadas nos cotidiano dos brasileiros. Os dois meios se completam, se integram e se influenciam. Com a popularização da internet cada vez maior, essa simbiose, por assim dizer, deve aumentar ainda mais no futuro. Principalmente agora que o Governo aprovou a tal desoneração dos smartphones. Com o corte de impostos, os aparelhos devem ficar mais baratos e servir de porta de entrada na internet para uma parcela cada vez maior da população.


2 comentários em O Brasil, as redes sociais e o preço dos tomates

  1. Como brasileiro, eu era exceção em relação às redes sociais. Não gosto da falta de privacidade. Mas me apaixonei pelo Google+ onde eu uso extensivamente círculos diferenciados para enviar mensagens e ainda tenho um perfil de página (que é, em larga medida, anônimo). Enfim, as redes sociais também me pegaram…

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