Análise

ZombiU – Analisamos o apocalipse zumbi que invadiu o Wii U


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Zumbis é um assunto já comum nos dias de hoje, seja no cinema, em seriado e por que não, nos jogos. A temática sempre está evidência e as empresas nunca cansam de explorar e reinventar o tema.

A Ubisoft decidiu investir no ramo e preparou um título exclusivo para o Wii U estrelado pelas criaturas decrépitas e é esse jogo que analisaremos por aqui.

ZombiU surgiu inicialmente como um título estrelado por uma versão deformada e alienígena dos famosos Rabbids, aqueles coelhos insanos que apareceram ao lado de Rayman e hoje em dia seguem carreira solo. Intitulado Killer Freaks from Outer Space, o jogo empolgou e se tornou um dos mais aguardados do futuro console da Nintendo.

Depois de algumas mudanças até o lançamento do jogo, as criaturas deram lugar a zumbis e uma Londres detalhada virou o palco da trama.

A história gira em torno de uma profecia que anunciava o fim dos dias, a Black Prophecy. O apocalipse teria inicio em 2012 mas as causas para seu início não eram reveladas. Ao mesmo tempo um ex-soldado do exército conhecido como Prepper se organiza para enfrentar o fim do mundo e uma ordem secreta, a Ravens of Dee, estuda como impedir o derradeiro fim da humanidade.

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Chegado o novo ano, a profecia se concretiza, e tudo tem início com uma epidemia que se inicia em Londres e transforma a todos em zumbis. Resta ao jogador, o escolhido do Prepper, enfrentar a ameaça e descobrir uma forma de vencer o vírus investigando a seita oculta e colhendo pistas de sobreviventes.


Na parte gráfica o jogo faz bonito, seja em ambientes abertos ou fechados e totalmente escuros, as texturas são bem feitas e retraram uma Londres suja e abandonada, é possível conferir ruas infestadas de zumbis, esgotos, instalações e outras áreas bem detalhadas. Os zumbis reagem relativamente bem ao jogador e percebem sua aproximação, indo diretamente ao ataque. Por falar em zumbis, apesar de perceber alguns modelos que se repetem durante o jogo, as criaturas esboçam sua voracidade e toda a sua raiva chegando até mesmo a assustar o jogador.

Os mapas estão bem detalhados e indicam a próxima missão com marcadores bem visíveis que são exibidos no GamePad. Diferentes áreas são ligadas por túneis subterrâneos que precisam ser desbloqueados. Quando o jogador morre, nada de voltar ao ponto onde ocorreu a morte, nesse caso um novo personagem surge no abrigo que serve como ponto central do jogo e assim deve-se partir para a missão abandonada pelo anterior, caso queira recuperar todos os itens perdidos deve-se achar, o agora zumbificado, personagem controlado antes.

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Apesar de ser uma mecânica nova, tal funcionalidade pode se tornar inconveniente. Uma vez que é necessário voltar todo o caminho feito antes, o que pode estar na contra-mão da próxima missão, exigindo o jogador a viajar até lugares distantes apenas para recuperar material perdido.

O gameplay foi pensado no GamePad como o centro da ação, aqui ele tem várias funcionalidades, a principal delas é como a mochila do personagem. Nela estarão todos os itens coletados, para selecioná-los é preciso deslizar o dedo na vertical na tela do controle e transferi-lo para o inventário de itens que ficam a mão, que é reduzido a seis espaços. Lembrando que fazendo isso seu personagem fica vulnerável a ataques.

Aliás, qualquer ação feita pelo GamePad, que é usado de diferentes maneiras, como por exemplo teclados para senhas, lockpick para arrombar portas, scanner, etc, deixam seu personagem vulnerável a ataques.

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Há ainda no pacote, um modo multiplayer offline, que coloca um jogador para enfrentar hordas de zumbis e outro que será o rei dos mortos vivos, espalhando as criaturas pelo cenário através do GamePad e dificultando a vida do primeiro jogador. O modo diverte e permite inúmeras estratégia para a disputa ficar mais competitiva.

No lado online, é possível competir por pontuações através de placares de líderes e espalhar mensagens pelo cenário que podem ser lidas por outros jogadores.

Apesar de alguns pequenos bugs, o jogo diverte e cumpre o que prometeu. A ambientação deixa um ar incômodo e obriga o jogador a estar sempre alerta para evitar mortes desnecessárias ou sustos vindo do nada.

O jogo foi um dos títulos de lançamento do Wii U e apesar de diferente e bem feito, de acordo com a Ubisoft, não teve vendas tão expressivas, o que desanimou a produtora de criar uma continuação.

Para os donos do console da Nintendo, vale a pena dar uma conferida no título que é um dos exclusivos da máquina e usa as funcionalidades únicas do console de forma divertida e bem funcional.

Gráficos
Jogabilidade
História
Som
Replay
Pensamentos finais

ZombiU diverte no seu modo história e multiplayer e foi uma das surpresas de lançamento do console da Nintendo. Para os donos do Wii U, o jogo vale uma conferida.

Classificação 3.8

2 comentários em ZombiU – Analisamos o apocalipse zumbi que invadiu o Wii U

  1. Rui Oliveira

    Grande análise Fábio. Competência e isenção numa análise directa ao que é fundamental! Muitos parabéns!

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