Ciência

Qualcomm Zeroth – a unidade de processamento que reproduz o cêrebro humano



Uma equipa de investigadores da Qualcomm – a popular fabricante de alguns dos mais usados SoC móveis em todo o mundo – conseguiu criar um chipset inspirado no método de processamento utilizado pelo cérebro humano. O resultado da investigação é o Qualcomm Zeroth.

A unidade de processamento integrada neste chipset é segundo a Qualcomm “inspirada na computação realizada pelo cérebro”. O que é que isto significa? Com base neste novo chipset será possível por hardware antecipar as suas necessidades e partilhar consigo a percepção do mundo natural. As equipas de investigação e desenvolvimento da Qualcomm têm trabalhado na arquitectura que segundo dizem “quebra os moldes tradicionais” e imita o cérebro humano e o seu correspondente sistema nervoso.

Através da imitação do sistema nervoso do cérebro de um ser humano, os processadores Qualcomm Zeroth são capazes de avançar no que a empresa designa como computação inspirada pelo cérebro. Este projecto de computação possui três objectivos principais:

  1. Aprendizagem Biologicamente Inspirada
  2. Permitir a dispositivos ver e perceber o mundo como os humanos
  3. Criação e definição de uma unidade de processamento neuronal – NPU (neural processing unit)

Um NPU é um conceito inovador em que precisamente o Qualcomm Zero é a primeira implementação. A empresa espera, definir, criar e tornar standard/padrão um novo tipo de arquitectura de processamento de uma forma que a permita viver lado a lado com os chipsets tradicionais dos dispositivos. Na prática este chipset vai complementar os SoC (System on Chip) existente actualmente nos nossos smartphones ou tablets (SoC da ARM e Intel). Por outras palavras, usando essa tecnologia, os usuários serão capazes de treinar o dispositivo para possuir comportamento semelhantes aos humanos. ”

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A Qualcomm espera aplicar alguns dos modelos matemáticos relativos ao comportamento do neurónio biológico do cérebro humano, e reproduzir o envio, recepção e processamento de informações do cérebro humano através da unidade de processamento Zeroth. Um desses modelos é o uso de mecanismos de inteligência artificial como as redes neuronais Estes modelos baseiam-se na replicação dos pulsos eléctricos realizados pelos neurónios quando um limite de voltagem é atingido.

No vídeo que apresentamos de seguida, pode ver a utilidade do chipset Qualcomm Zeroth em acção. Este NPU foi incluído num robô, de modo a que realizasse uma aprendizagem à medida que se desloca sobre um tabuleiro.

Pense nas possibilidades: um smartphone que aprende por você, não apenas com base em seus termos de pesquisa no Google mas com base numa ampla variedade de funções e receptores sensoriais. Será contudo, interessante saber se a tecnologia é aplicada de forma adequada e útil ou se pelo contrário é mais considerada um obstáculo por trazer problemas éticos.

Fonte: Qualcomm


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