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Campanha lançada pelo jornal Metro Brasil questiona credibilidade do que circula nas redes sociais


Quem nunca recebeu no seu feed de notícias uma daquelas imagens seguidas de um “compartilhe para salvar Fulano”, ou “curta e compartilhe para denunciar Beltrano”, ou, ainda, “divulgue esta foto para ajudar Sicrano” que atire o primeiro like. Foi-se o tempo em que as tais “correntes” eram disseminadas via e-mail. Hoje em dia, isso vem sendo feito através das redes sociais por utilizadores que, nem sempre, verificam a veracidade de determinado conteúdo antes de o passar adiante.

Uma série de anúncios publicitários criados pela Lew’Lara\TBWA pretende gerar forte impacto nos leitores acerca da fiabilidade da informação partilhada na web. Nas peças criadas para o Jornal Metro Brasil, a foto não corresponde à autoria da declaração exposta, numa alusão às tantas frases que circulam nas redes sociais com crédito errado. O objetivo é reforçar a importância da credibilidade do veículo como fonte de informação, dando destaque ao papel do jornal Metro no processo informativo.

Peça criada pela agência Lew’LaraTBWA (reprodução)

Peça criada pela agência Lew’LaraTBWA (reprodução)

Coincidência ou não, a campanha foi criada depois de Fabiane de Jesus, de 31 anos, ter sido espancada por moradores do Guarujá. Tudo isso depois de uma página no Facebook divulgar o retrato falado de uma mulher que, supostamente, sequestrava crianças para a prática de magia negra com as vítimas.

Fabiane de Jesus não resistiu aos ferimentos e faleceu nesta segunda-feira

Recentemente, a partilha de informações falsas levou a consequências trágicas no Brasil: no último sábado (3), Fabiane de Jesus, dona de casa de 31 anos e mãe de duas crianças, foi espancada por moradores do bairro de Morrinhos, no Guarujá, acusada pelos populares de ser “uma sequestradora de crianças que praticava magia negra com as vítimas”. Isso por que, uma página no Facebook teria divulgado o retrato falado de uma mulher que, supostamente, realizava tais atos na cidade.

Segundo Airton Sinto, advogado da vítima, o retrato falado era falso e não havia nenhum registro nas Delegacias de Polícia sobre o caso, nem mesmo acusados de tal crime. A página no Facebook Guarujá Alerta foi acusada pelo advogado da família pela divulgação da informação que resultou no espancamento. Segundo os administradores, “a página sempre alertou os seus seguidores de que a situação era apenas um boato”.

Fabiane de Jesus não resistiu aos ferimentos e faleceu nesta segunda-feira (5). “Vídeos do linchamento serão analisados pelas autoridades competentes para que punições cabíveis sejam adotadas”, adianta Airton Sinto. Para além disso, a família deve responsabilizar o site pelas vias legais.

Fonte: adNEWS


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