Ciberbullying Segurança

Ciberbullying: da escola para o computador ou smartphone



Um em cada cinco adolescentes dos 12 aos 15 anos já foi vítima de ciberbullying e, embora mais de metade dos pais pense que estes episódios sejam incidente sem importância ou consequências, um quarto deles afirma que a recuperação das crianças foi muito longa. O estudo foi realizado pela Kaspersky Lab, uma empresa russa produtora de softwares de segurança, em conjunto com psicólogos da Universidade de Würzburg, na Alemanha.

Com o aumento da popularidade das redes sociais, como Facebook, Instagram e Twitter, a vida offline está cada vez mais entrelaçada com a vida online. Em consequência, o assédio continua, inclusive quando a criança já não está fisicamente no recinto da escola. A intimidação, física e psicológica, pode começar no mundo real, em contexto escolar, e continuar online, através das redes sociais.

Além de ensinar às crianças técnicas para se manterem seguros, também é importante levá-los a fazerem um uso responsável da tecnologia. Segundo Alfonso Ramírez, director geral da Kaspersky Lab, as crianças necessitam de desenvolver uma ética e moralidade quando interagem com outras pessoas online, tal como acontece na sua vida real. “Isto aumentaria a empatia e reduziria a probabilidade de participarem em qualquer tipo de cibercrimes, como é o caos do ciberbullying. Também é importante para que entendam, desde tenra idade, os perigos potenciais associados a algumas actividades online”.

Embora o ciberbullying não implique violência física, há provas que sugerem que a intimidação online é ainda mais intensa que o assédio tradicional. De acordo com o comunicado de imprensa enviado pela Kaspersky Lab, as razões prendem-se com o facto de o ciberbullying ser “anónimo”, sendo difícil saber a identidade dos agressores; é “intrusivo”, dado que a maioria dos adolescentes interagem com a internet e as vítimas estão localizáveis através de computadores ou smartphones, em qualquer momento e em qualquer lugar; é mais “invasivo”, dado que os agressores e as vítimas não têm de se enfrentar “cara-a-cara”.

A questão agrava-se, dado que, segundo o estudo, duas em cada três crianças consideram o ciberbullying um problema real, mas poucas informam um adulto de confiança de que estão a ser abusadas. Segundo a investigadora Astrid Carolus, da Universidade de Würzburg, o diálogo é muito importante para as crianças que sofrem de ciberbullying. “Devemos recordar-lhes que são vítimas, que não estão sós. É um problema que muitos outros jovens enfrentam. Inclusive existem celebridades que já o sofreram e falaram abertamente das suas experiências”.


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