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EUA: aplicações de relacionamentos aumentam casos de doenças sexuais


O Departamento de Saúde de Rhode Island, nos EUA, alertou para o preocupante aumento de casos de doenças sexualmente transmissíveis no Estado, e apontou como culpadas as aplicações destinadas a flirts e namoros.

De acordo com essa agência governamental, entre 2013 e 2014, os casos de sífilis aumentaram 79 por cento, as infecções por VIH aumentaram 33 por cento e os casos de gonorreia 30 por cento.

Esta associação ao aumento de casos de DST (doenças sexualmente transmissíveis) é fundamentalmente entre os jovens adultos, a idade que tem apresentado um maior aumento estatístico destas doenças, e é precisamente nesta faixa etária que existe um maior número de utilizadores destas aplicações.

Aplicação-smartphone

O Departamento de Saúde culpou os “comportamentos de alto risco, que se tornaram mais comuns nos últimos anos”, incluindo com “o uso de redes sociais destinadas a encontros sexuais casuais e, muitas vezes, anónimos”.

Esta acusação volta a realçar as preocupações sociais sobre o uso descontrolado destas aplicações. Em 2013, um estudo realizado pela Universidade de Nova Iorque verificou que a Craigslist tinha sido responsável por um aumento de 16 por cento dos casos de VIH, entre 1999 e 2008, em 33 estados norte-americanos.

A mesma conclusão foi verificada com o uso da Grinder, uma aplicação para encontros homossexuais masculinos, quando foi associada a mais de metade de todos os casos de sífilis na Nova Zelândia, em 2012, de acordo com investigações realizadas pela Clínica de Saúde Sexual Christchurch .

No entanto, as intenções do Departamento de Saúde de Rhode Island não vão no caminho da proibição do uso de redes sociais e aplicações, mas para o alerta da importância do uso das devidas precauções, tais como o uso de preservativo e evitar relações íntimas sob a influência de drogas ou de álcool.


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