Bon Jovi concertos proibidos Arte e Cultura

Concertos de Bon Jovi cancelados na China


Na continuidade do que aconteceu com Bjork e outras personalidades que tenham em algum momento mostrado o seu apoio ao Dalai Lama ou à causa pela Independência do Tibete, a China cancelou os concertos de Bon Jovi, agendados para a próxima semana em Xangai e Pequim.

De acordo com The Financial Times, o Ministro da Cultura chinês descobriu que, em 2010, Bon Jovi actuou em frente a uma foto do líder espiritual tibetano, em Taiwan, e que também se referiu a ele no Twitter.

Recentemente, a banda Marron 5 também viu os seus concertos cancelados. Para isso bastou que um dos membros da banda tivesse desejado um feliz aniversário ao Dalai Lama, em Julho, através do Twitter.

Nem o facto de Bon Jovi ter gravado uma cover da que é considerada a mais bela canção de amor chinesa – The Moon Represents My Heart- convenceu as entidades oficiais a assumir o risco de o deixar actuar numa altura em que já pesam 50 anos sobre a criação da “Região Autónoma do Tibete”.

As autoridades chinesas estão atentas a qualquer acção que considerem um atentado ao seu domínio sobre o Tibete e não têm problemas em assumir as suas acções de censura.

De facto, com o poder repressivo que exercem podem dar-se a esse luxo, sem deixarem de ser recebidos com honras de estado em países que visitem, como aconteceu em Portugal, em 2010, que convidou Hu Jintao para o Palácio de Belém mas que, em 2007, quando da visita do Dalai Lama, declarou apenas ter recebido informação da sua vinda e não um pedido de convite…

Bon Jovi estava muito expectante em relação aos seus espectáculos em território chinês, onde nunca actuou antes – nem vai actuar – mas junta-se agora à lista dos banidos: Bjork, banida para sempre, por ter cantado “Tibet, Tibet”, em Xangai em 2008; Linkin Park, impedidos de entrar em 2011 depois de se terem deixado fotografar com o Dalai Lama.

Se existirem dúvidas sobre as intenções repressivas de algum país, basta lançar um olhar à forma como lidam com a arte e com a cultura, perigosas armas de “libertação em massa”.


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