Segurança

Cuidado com os vídeos marotos: PJ alerta para perigo do sextortion


É preciso termos cuidado quando utilizamos as webcam, porque pode haver criminosos do outro lado da linha. Este não é um mito urbano e são as próprias autoridades a lançar o alerta: Cuidado com a exposição íntima e sexual na net. A Polícia Judiciária portuguesa alerta para o aumento dos crimes de devassa da vida privada e de extorsão relacionados com as redes sociais.

O crime é conhecido por sextortion (junção de sex e extortion) e  — salienta a PJ — “ocorre quando os utilizadores, adultos ou menores, aceitam numa rede social partilhar comunicações vídeo com exposição íntima e do foro sexual”.

Se do outro lado está um criminoso, essa exposição é gravada. Posteriormente, a vítima é contactada com uma mensagem muito clara: ou pagas ou o vídeo é colocado nas redes sociais.

A polícia afirma que os criminosos exigem “quantias elevadas” para que os conteúdos mais arrojados não sejam partilhados. Este crime tem um carácter “transnacional”  e causa um efeito psicológico “altamente devastador” nas vítimas. Como efeito colateral, causa ainda – sublinha a PJ em comunicado – “um efeito erosivo sobre a confiança dos cidadãos nas estruturas da rede INTERNET”.

As autoridades policiais prosseguem as investigações, “no sentido de apurar a natureza e a extensão das conexões criminosas destes grupos, continuando a acompanhar casos concretos de fenómenos criminais semelhantes, relativos à prática, instigação, reivindicação ou apologia destes tipos de crimes”.

Cuidados a ter

Como os menores são dos alvos preferenciais destes criminosos, a Polícia Judiciária portuguesa relembra, no comunicado agora lançado, que “o uso das redes sociais tem uma idade mínima para a sua adesão e que os menores devem ser alertados para as consequências do seu mau uso”.

A polícia “alerta e apela” para que “a postura que os utilizadores adotam perante uma webcam seja prudente e não possa vir a ter consequências de devassa grave da vida pessoal e profissional, bem como de vitimização em termos de extorsão e de humilhação” e para que “o uso das redes sociais não envolva a exposição íntima e sexual”.


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