OUT.FEST 2015 – novas sensações e viagens sonoras Arte e Cultura

OUT.FEST 2015 – novas sensações e viagens sonoras


A cidade do Barreiro, que partilha o Tejo com Lisboa, vai ser palco de novos sons, novas sensações e viagens sonoras, sempre desafiantes… e em ritmo intensivo. Falamos do OUT.FEST2015, evento que privilegia a música inclassificável e decorre até 11 de Outubro.

Os concertos estão agendados para diferentes locais da cidade, como o Be Jazz Café, a Escola de Jazz do Barreiro, o Museu Industrial da Baía do Tejo, as instalações da ADAO – Associação Desenvolvimento Artes Ofícios e terá o seu encerramento na Escola Conde de Ferreira.

As honras de abertura couberam a Akira Sakata (saxofone e clarinete) & Giovanni Di Domenico (piano); Matana Roberts (compositora saxofonista), nascida em Chicago e a residir em Nova Iorque, reputada compositora, líder de banda, saxofonista e experimentalista sonora, trabalhando internacionalmente em diversos contextos e campos artísticos incluindo a improvisação, dança, poesia e teatro; e o trio Miguel Mira (Violoncelista) Pedro Sousa (saxofonista tenor e barítono ) & Afonso Simões , que reúne três gerações de intervenientes de altíssima actividade e impacto na comunidade de música em Lisboa.

No segundo dia do OUT.FEST, a experiência musical é proporcionada pelo produtor e músico finlandês Vladislay Delay, tendo surgido como baterista, mergulhado no universo do jazz, como músico “electrónico”, como é usualmente qualificado. A sua carreira tem sido marcada por colaborações com Massive Attack, AGF, Moritz Von Oswald Trio e Ryuchi Sakamoto.

Na mesma noite é feita uma incursão pelo universo de AMM, um grupo que desafia os limites da música, da improvisação há precisamente 50 anos: foram fundados em 1965! Por eles passou uma série de músicos-chave da história da música britânica do século XX. O compositor Cornelius Cardew foi membro durante 7 anos, Syd Barrett e os seus Pink Floyd andaram a partilhar órbita em concertos durante a swinging London mais psicadélica de 1966, Paul McCartney assistiu a uma gravação (mas saiu confuso), Evan Parker foi colaborador regular – tal como John Butcher, e muitos outros. A actual composição do grupo é formada por Prévost – o único membro fundador do grupo – e pelo pianista de pesquisa e de interpretação contemporânea, John Tilbury.

A noite termina com David Maranha, explorador intrépido das potencialidades do som contínuo, do silêncio, do volume, do espaço, da acústica e da arquitectura sonora , e a melodia improvisada de Helena Espvall. Fazem-se acompanhar por Ricardo Jacinto e Norberto Lobo, dando sequência a um novo projecto artístico, formando um quarteto que reúne aquilo que de melhor e mais consequente se tem ouvido na música nacional.

No sábado, dia 10, a ADAO será palco para Russell Haswell, Golden Teacher, Gala Drop, Peter Brötzmann & Jason Adasiewicz, CAVEIRA, Niagara, Filipe Felizardo, Zs, Black Zone Myth Chant, Älforjs, Bleiddwn, Cotrim, Low Jack e Rabu Mazda & Van Ayres. Uma noite que promete ser longa e rica em novas experiências musicais, percursos que podemos classificar como rock, música electrónica, jazz, blues, fusão… no entanto a diversidade e originalidade fazem com que seja uma heresia classificar e rotular estas inovadoras viagens sonoras.

O OUT:FEST despede-se de nós no domingo, dia 11, com Laraaji, o Nova-iorquino, criador de uma música panegírica do cosmos e um convicto praticante e promotor da meditação transcendental através do riso, que nos vem apresentar “The Peace Garden”, convidando o público a juntar-se ao seu “Jardim da Paz” interior. Haverá uma sessão matinal, directamente ligada à prática do yoga, como “aperitivo” para uma tarde de performance musical, onde a ‘zihter’ electrónica, mbire, gongo, espanta espíritos e voz se combinam para conduzir os presentes para uma jornada interior rumo a sítios de profundo desprendimento, descanso e harmonia.

Será neste espirito que ficamos à espera das novas experiências, novos desafios propostos por mais esta edição do Festival, à semelhança do que nos tem sido proporcionado desde o seu início. Sabemos que uma edição do OUT.FEST, só consegue ser superada pela do ano seguinte!


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