Empresas procuram desenvolver experiências de compra para a realidade virtual Tecnologia

Empresas procuram desenvolver experiências de compra para a realidade virtual


Ninguém sabe ainda quanto tempo vai levar até que a realidade virtual afete profundamente as nossas vidas. Por ora, especulamos, fazemos previsões com base nos avanços que muitos desenvolvedores e empresas têm alcançado com a tecnologia. Mas uma coisa é certa: a VR (virtual reality) vai influenciar diversas áreas da sociedade, incluindo a maneira como fazemos compras e realizamos pagamentos online.

Imagine “vestir” óculos de VR conectados à internet e ser transportado para sua loja online de artigos geek e eletrónicos predileta. Ela não possui um endereço físico, mas foi reproduzida no ambiente virtual em três dimensões.

Os itens à venda estão dispostos em tamanho real em prateleiras. Você pode interagir com todos enquanto descansa na poltrona da sala de casa. Os preços flutuam ao lado deles. Para comprar aquele action figure de Game of Thrones que você tanto adorou, basta estender a mão e simular um clique no botão de comprar.

Hackers criaram essa experiência de compra no maior hackathon de fintech (tecnologia financeira) global de 2015, realizado em Las Vegas e patrocinado pela Vantiv, uma processadora americana de pagamentos e cartão de crédito. O projeto PayVR, que usava a API da Vantiv, venceu o desafio da empresa no Money20/20.

Pagamentos imersivos

Por que exatamente o consumidor preferiria o esforço maior de mergulhar num ambiente de realidade virtual para comprar quando pode encher o carrinho e fazer check-out mais facilmente usando um computador ou smartphone?

Ao substituir o que vemos por um mundo inteiramente novo, a tecnologia de realidade virtual tem um poder de imersão muito maior que qualquer outra tecnologia já popular.

“Percebemos que, quando as pessoas vestem um headset de VR, elas ficam engajadas e não querem tirá-lo”, disse Matt Ozvat vice-presidente de integração de desenvolvimento na Vantiv ao portal PYMNTS. “É uma experiência energizante; você olha ao redor e se surpreende com o mundo para o qual você meio que é transportado.”

Até mesmo grandes operadoras de cartão de crédito veem na realidade virtual um possível futuro dos pagamentos. Em março, a MasterCard demonstrou como, no futuro, poderia integrar uma plataforma de e-commerce a um vídeo em 360º no YouTube.

Em parceria com uma empresa de Orlando, nos EUA, que desenvolve vestíveis e óculos de VR, a MasterCard criou uma experiência de compra dentro de uma partida de golfe gravada. Quem assiste à tacada é capaz de adquirir os mesmos equipamentos utilizado pelo golfista no vídeo, como roupas e tacos, exibidos com tecnologia de realidade aumentada.

Enquanto ainda se discutem as melhores práticas de uma boa experiência de compra online para consumidores em navegadores web, essas empresas já colaboram para os primeiros rabiscos desse processo na realidade virtual e mostram que o potencial do VR vai muito além dos videogames.

Este artigo foi escrito por Anderson Leonardo, jornalista e gestor de conteúdo da iugu . Já colaborou para a Folha de S.Paulo, onde editou a coluna semanal Apperitivo e cobriu o mundo da tecnologia.


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