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Sita explora tecnologia biométrica para passaportes virtuais


A tecnologia chama-se blockchain e no futuro poderá criar passaportes virtuais com dados bométricos que evitem as formalidades nas viagens. A Sita apresentou no Air Transport Sumit, em Barcelona, aquela que é a sua visão das viagens do futuro.

A fornecedora de tecnologias de viagens, SITA, está a explorar o potencial da tecnologia blockchain para fornecer aos passageiros uma solução segura que lhes permita viajar por aeroportos e além fronteiras. Esta tecnologia revolucionária proporciona a oportunidade de permitir uma autenticação biométrica segura dos passageiros durante toda a viagem. Podendo eliminar a necessidade da utilização de inúmeros documentos de viagem, sem que os passageiros tenham de partilhar os seus dados pessoais.

A equipa de desenvolvimento tecnológico da SITA, SITA Lab, está a investigar como é que o uso de passaportes virtuais ou digitais com um código seguro em dispositivos móveis e portáteis poderia reduzir custos, complexidade e responsabilidades em torno de todo o processo de verificação de documentos durante a viagem do passageiro.

Jim Peters, CTO da SITA , afirma: “A nossa visão é uma viagem segura e sem interrupções. Até à data a tecnologia já permitiu à SITA a oportunidade de implementar esta experiência em vários aeroportos e em mais de 30 fronteiras de todo o mundo. Mas com a arquitectura dos atuais sistemas informáticos isto significa existirem múltiplas trocas de dados entre diversas entidades e diversos passos de verificação, que reduz a capacidade de existir um único sistema global.”

“Neste momento a tecnologia blockchain oferece-nos o potencial para promover uma nova forma de usar dados biométricos. Isto possibilita que a biometria seja usada para além das fronteiras e em todos os aeroportos, sem que os dados dos passageiros sejam guardados pelas várias autoridades.

A investigação da SITA, imagina os passageiros a criarem um código verificável nos seus telemóveis que contenha dados biométricos e outros dados pessoais. Nesta visão as futuras viagens, não interessará qual o local para onde se viaja, qualquer autoridade pode simplesmente fazer scan da sua cara e do seu dispositivo para verificar que é um passageiro autorizado. A SITA Lab tem trabalhado com a startup ShoCard numa prova de conceito inicial que será apresentada às empresas na Air Transport IT Summit em Barcelona.

Armin Ebrahimi fundador e CEO da ShoCard afirma: “A ShoCard vê uma revolução digital no que toca às pessoas disponibilizarem a sua identidade que pode ser verificada por terceiros. Hoje estamos a mostrar como a nossa plataforma de identidade, construída através de blockchain, aliada às soluções de transporte aéreo e gestão de fronteiras da SITA pode melhorar a experiência dos passageiros enquanto lhes é assegurada segurança”.

Peters continua: “A Blockchain oferece uma abordagem revolucionária às aplicações informáticas. Muda fundamentalmente a forma como desenhamos os sistemas, pois agora é possível criar bases de dados descentralizadas, globais, à prova de violação de privacidade e distribuídas. Ainda é muito cedo e os problemas associados às taxas de escalabilidade e adoção precisam de ser examinadas. Mas o que a nossa equipa da SITA Lab procura, hoje em dia, é como é que na industria aérea – companhias aéreas, aeroportos e entidades governamentais – podem tirar vantagem desta nova Era onde os protocolos base da blockchain disponibilizam confiança para as ‘pessoas e autoridades não necessitem de fazer’.”

Os investigadores da SITA estão a desenvolver um sistema versátil e seguro para fazer com que este código de viagem funcione globalmente, através das fronteiras. A tecnologia Blockchain permite confidencialidade para que os dados do passageiro estejam seguros, encriptados, sejam à prova de violação e inutilizáveis para outros fins. Ao mesmo tempo, elimina a necessidade de haver uma autoridade a possuir processos ou outro tipo de dados. A ciência crypto led da blockchain permite a existência de uma rede de confiança, onde as fontes e a história dos dados é verificável por toda a gente.”

Peters acrescenta: “Isto é uma nova forma de trabalho mas ultimamente ‘O Blockchain’ é simplesmente uma base de dados onde são gravadas e confirmadas as transações de forma anónima. Quer seja usado como moeda corrente ou para viajar, grava simplesmente eventos que são partilhados entre múltiplas partes, mas mais importante: uma vez inserida, a informação não pode ser modificada, e a privacidade e segurança são à medida”.