Muografia revela os segredos internos dos vulcões Ciência

Muografia revela os segredos internos dos vulcões


O Instituto de Pesquisa em Terramotos da Universidade de Tóquio, o Centro Wigner de Pesquisa em Física da Academia de Ciências da Hungria e a NEC Corporation anunciaram o início do desenvolvimento conjunto de um sistema de medição de muografia.

A Muografia é uma técnica que utiliza muões de raios cósmicos que podem penetrar profundidades significativas no subsolo, para visualizar as estruturas internas de vulcões e outros objetos compactos.

Este sistema pode ser usado para a monitorização interna não somente de estruturas naturais, como vulcões, mas também de outras estruturas como partes de estradas, ferrovias, pontes ou outras estruturas artificiais de grande dimensão, submersas em água ou enterradas no subsolo.

Através deste projeto conjunto de desenvolvimento, a Universidade de Tóquio, o Centro Wigner de Pesquisa em Física da Academia de Ciências da Hungria e a NEC Corporation, têm como objetivo a visualização não só de objetos subterrâneos, como também de estruturas internas de vulcões e de outros fenómenos naturais, algo que até agora se tem revelado difícil de conseguir. Doravante, os dados de estruturas internas que forem sendo recolhidos, serão alimentados às avançadas tecnologias “NEC the WISE“, incluindo a tecnologia de processamento de imagem da NEC, de forma a continuar a promover o desenvolvimento tecnológico, incluindo a previsão e a gestão antecipada de eventos perigosos.

“Ao estabelecermos a nossa visão para o desenvolvimento de novos mercados utilizando a muografia, estaremos a facilitar a colaboração entre a indústria e a academia, no Japão e na Hungria, para além de promover esforços com vista à implementação social”, afirmou o Professor Hiroyuki Tanaka, do Instituto de Pesquisa em Terramotos da Universidade de Tóquio.

(*1) Tecnologia Muográfica:
Esta é uma técnica que torna possível examinar a distribuição de densidade do interior de estruturas maciças, como fazemos com imagens de raio-x, utilizando a natureza de partículas elementares para detetar o número de muões e a sua direção. Em 2006, o Professor Hiroyuki Tanaka do Centro de Pesquisa em Geofísica de Alta Energia do Instituto de Pesquisa em Terramotos da Universidade de Tóquio, e os seus colegas, tornaram-se os primeiros investigadores do mundo a realizar com sucesso a muografia de um vulcão.

(*2) Muões de raios cósmicos
Os raios cósmicos são partículas de alta energia que se precipitam constantemente do espaço para a terra. Esses raios cósmicos mergulham na atmosfera ao chegarem à Terra, gerando assim um grande número de muões pela reação com núcleos de oxigénio e nitrogénio que estão no ar. Enquanto os muões têm um elevado poder de penetração, apenas uma fração destes muões é capaz de passar por uma matéria altamente densa.

*Via comunicado de imprensa


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