O universo Halo está em plena expansão, e não só no campo de batalha de consolas Xbox. A notícia da chegada de Halo: Campaign Evolved à PlayStation deixou a comunidade de jogadores em alvoroço. Agora, novos rumores sugerem que a exploração de novas plataformas pode ir mais além, mas com um sacrifício que pode doer aos fãs mais nostálgicos: a possível ausência do modo multijogador nos remakes de Halo 2 e Halo 3.
A informação, que surge de fontes não oficiais, indica que se a aposta em levar as campanhas de Halo 2 e Halo 3 para novas consolas for avante, estas podem chegar sem o componente que definiu o sucesso da saga na sua era de ouro: o seu revolucionário modo online.
A estranha ausência do modo multijogador
A notícia inicial, partilhada por um utilizador no X, já indicava que os remakes estavam a ser desenvolvidos. No entanto, foi um seguimento dessa informação que trouxe o detalhe mais polémico. O leaker esclareceu que, apesar de estarem a ser refeitos, nenhum dos dois títulos incluiria o modo multijogador.
Isto é um choque, especialmente no que toca a Halo 3. O modo online desse jogo é frequentemente citado como um dos melhores e mais influentes de todos os tempos, sendo um dos pilares que sustentou o sucesso da Xbox 360 durante anos. Abandonar esse legado, mesmo que temporariamente, é uma decisão arriscada. O rumor sugere que a equipa da 343 Industries poderá estar a seguir o exemplo de Halo Infinite, que lançou a sua componente multijogador de forma separada da campanha.

O que é que estes remakes teriam para oferecer?
De acordo com as informações iniciais, estes remakes não seriam apenas um polimento gráfico. Estariam focados em trazer a campanha para a nova geração de consolas, incluindo novas surpresas e ajustes. O leaker mencionou a presença de um “modo corrida”, o que sugere novas formas de competir ou de percorrer os níveis.
A grande questão é: o que se perderia sem o multijogador? A componente social e competitiva de Halo 2 e Halo 3 foi o que manteve milhões de jogadores ligados à plataforma durante mais de uma década. Sem o multiplayer, estes seriam essencialmente jogos de campanha para um jogador, uma experiência muito diferente da que definiu a saga para muitos de nós.
A estratégia da Microsoft: testar as águas antes de mergulhar
Este cenário levanta uma questão mais ampla sobre a estratégia da Microsoft e da Xbox no atual panorama do gaming. Com a empresa a apostar fortemente no Xbox Cloud Gaming e no Game Pass, e com a confirmação de que títulos da Xbox podem chegar à PlayStation, a prioridade parece estar a mudar do hardware exclusivo para o alcance da plataforma.
O sucesso comercial de Halo: Campaign Evolved na PlayStation será, aparentemente, o fator decisivo. A equipa da Honor Studios estará a usar os resultados desse lançamento para avaliar a viabilidade de avançar com os remakes de Halo 2 e Halo 3. Se o público da Sony responder positivamente a uma campanha da saga sem o seu componente multijogador, isso sinalizará à Microsoft que o interesse reside na narrativa e na experiência de single-player.
Isto faz todo o sentido estratégico, mas pode ser um balde de água fria para os fãs mais antigos, que veem o modo multijogador como a alma destes títulos.
A dualidade da evolução: o que aconteceu com Halo Infinite?
É interessante comparar este potencial cenário com o que aconteceu com Halo Infinite. A campanha e o modo multijogador foram lançados separadamente, um movimento que, embora controverso na altura, permitiu que ambos os modos se desenvolvessem com os seus próprios ritmos. Se a estratégia para os remakes de Halo 2 e 3 seguir um caminho semelhante – primeiro a campanha para todos, e o multijogador (talvez uma versão remasterizada separada ou até mais tarde) – isso pode ser uma forma de a Microsoft conseguir lançar algo a tempo para a época festiva, sem comprometer o desenvolvimento de um modo online complexo.
O facto de o leaker indicar que a equipa ainda está a desenvolver a “próxima experiência multijogador” da saga, que só chegaria com Halo 7, apoia esta teoria. O foco atual pode estar em garantir que a campanha single-player de cada jogo é lançada com a melhor qualidade possível, deixando o componente online, que exige um esforço de infraestrutura muito maior, para um momento posterior.
Aguardamos agora a revelação oficial dos planos da Microsoft, mas esta notícia já nos obriga a questionar o que realmente significa para ti, como jogador, um remake de um jogo tão icónico como Halo 3, sem o modo que o tornou um gigante.
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