Desde que a Valve anunciou o regresso da Steam Machine, a pergunta na mente de todos os jogadores tem sido uma: quanto vai custar? Com o sucesso do Steam Deck, muitos esperavam que a Valve aplicasse a mesma magia agressiva de preços à sua nova máquina de sala, possivelmente subsidiando o hardware para competir diretamente com os 500 euros de uma PlayStation 5 ou Xbox Series X. No entanto, as últimas declarações da empresa vieram deitar um balde de água fria nessas expectativas.
Pierre-Loup Griffais, diretor de hardware da Valve, confirmou numa entrevista recente que a empresa não planeia subsidiar a Steam Machine. Em vez disso, o dispositivo será precificado como um PC, refletindo o custo real dos seus componentes. Isto significa que, para teres uma máquina potente da Valve na sala, terás de pagar o preço premium correspondente.

O fim do sonho do subsídio: por que isto importa?
Para entender o impacto desta notícia, é preciso compreender a economia das consolas versus a dos PCs.
- O Modelo de Consola (Sony/Microsoft): As consolas são frequentemente vendidas com prejuízo ou com margens de lucro mínimas. A Sony e a Microsoft “subsidiam” o hardware para o colocar em milhões de casas, recuperando depois o dinheiro através da venda de jogos, subscrições (PS Plus, Game Pass) e acessórios. É por isso que uma PS5 oferece tanto desempenho por um preço que nenhum PC consegue igualar peça por peça.
- O Modelo de PC (Valve): Apesar de a Valve ser dona da Steam (a maior loja de jogos do mundo) e ter, teoricamente, a capacidade de recuperar dinheiro através da venda de software, a empresa optou por tratar a Steam Machine como um computador pré-construído.
Griffais foi claro ao afirmar que a Steam Machine chegará “na janela de preço de um PC com peças semelhantes”. Ou seja, se os componentes lá dentro custam 800 ou 1000 euros no mercado, o preço final da máquina refletirá esse valor.
Qualidade acima de preço baixo?
Embora esta seja uma má notícia para quem procurava uma pechincha, há um lado positivo nesta estratégia. Ao recusar entrar na “corrida para o fundo” contra a Sony e a Microsoft, a Valve não se sente pressionada a cortar nos custos de fabrico ou a fazer compromissos no hardware para atingir um preço psicológico de 499 euros.
Isto sugere que a Steam Machine será construída com componentes de qualidade, sem atalhos, focando-se em oferecer uma experiência premium e aberta, em vez de ser apenas a caixa mais barata para jogar na TV.
Ainda não há um preço oficial anunciado, mas a mensagem é clara: prepara a carteira, porque a nova aposta da Valve será um PC de corpo inteiro, inclusive na etiqueta de preço.
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