Em Portugal, a presença da inteligência artificial deixou de ser exceção e passou a ser algo banal. Está nos estudos, no trabalho e em pequenas tarefas do dia a dia. Muita gente usa este tipo de ferramenta de forma quase automática, sem grande reflexão, apenas porque resolve problemas e torna as tarefas mais rápidas.
Os números disponíveis reforçam essa sensação: uma parte expressiva da população portuguesa já recorre com frequência a soluções de inteligência artificial, sobretudo em contextos online. Entre os mais novos, essa utilização é ainda mais evidente. Isso é ainda mais especial no meio estudantil, onde a tecnologia é vista como um apoio natural.
A presença crescente da IA no quotidiano português
Quase 40% dos portugueses que usam a internet recorrem diariamente a ferramentas de IA. Entre os cidadãos mais jovens dos 16 aos 24 anos, esse valor ultrapassa os 70%. No caso dos estudantes, o número é ainda mais elevado. Usam estas ferramentas para pesquisar, organizar trabalhos, estruturar ideias ou acelerar tarefas que antes exigiam mais tempo.
Os estudantes recorrem à IA para pesquisar informação, estruturar trabalhos académicos e organizar ideias. Já os profissionais utilizam estas ferramentas para criar conteúdos, analisar dados e aumentar a produtividade.
Com este crescimento acelerado, surge também uma preocupação prática. À medida que mais textos passam a ser produzidos com apoio tecnológico, aumenta a necessidade de distinguir conteúdos gerados automaticamente daqueles criados integralmente por pessoas.
Neste contexto, recorrer a um identificador de IA com verificação de plágio, como o disponibilizado pela JustDone, ajuda utilizadores, docentes e empresas a compreender melhor a origem dos textos e a manter padrões de transparência e confiança.

Uso pelos jovens nem sempre refletido por compreensão profunda
O facto de os jovens liderarem o uso da inteligência artificial não significa, necessariamente, que exista maturidade na forma como a utilizam. Muitos recorrem apenas às funcionalidades mais básicas, como a criação rápida de textos ou a obtenção de respostas imediatas.
Vários estudos indicam que 80% dos portugueses nunca recebeu formação específica em inteligência artificial. Isto cria um cenário em que a adoção da tecnologia cresce mais rapidamente do que a compreensão real do seu funcionamento e das suas limitações.
Sem uma base formativa adequada, a IA pode ser usada de forma superficial, tornando-se um atalho em vez de uma ferramenta estratégica e valiosa. Tal pode levar a dependência exagerada e dificuldades em avaliar a qualidade e fiabilidade dos conteúdos produzidos.
Empresas portuguesas e a adoção de IA
A utilização de inteligência artificial nas empresas está em crescimento. Dados atuais apontam que mais de 10% das organizações já integram estas tecnologias nas suas rotinas, sobretudo em áreas como marketing, atendimento ao cliente e tratamento de dados.
Muitos estudos apontam que esta adoção ainda é fragmentada. Falta, em muitos casos, uma estratégia clara que integre a IA de forma consistente nos processos organizacionais.
Este cenário reforça a importância de alinhar tecnologia, formação e validação de conteúdos. Saber quando um texto foi gerado por IA e quando foi revisto por uma pessoa torna-se uma componente essencial da gestão da informação.
Desigualdades no acesso e na utilização da IA
A difusão da inteligência artificial em Portugal também evidencia desigualdades regionais. Na Área Metropolitana de Lisboa, o recurso a estas tecnologias é mais comum. Já em regiões como o Alentejo, a utilização é bastante mais reduzida.
Estas diferenças estão ligadas, sobretudo, ao acesso à internet, à qualidade da infraestrutura digital e às oportunidades de formação. Mesmo num país pequeno, o acesso à economia da IA continua longe de ser uniforme.
Esta dinâmica não é exclusiva de Portugal; a nível global, os países com maiores investimentos em educação digital e políticas públicas robustas tendem a avançar mais rapidamente na adoção da IA.
Formação como chave para um uso consciente
À medida que o uso de inteligência artificial se expande, cresce também a quantidade de conteúdos gerados através destas ferramentas. Textos, imagens e vídeos circulam em grandes quantidades, nem sempre com uma indicação clara sobre o seu processo de criação.
Estudos indicam que quase metade dos utilizadores portugueses já se deparou com conteúdos agressivos ou discriminatórios online. Este dado reforça a necessidade de práticas responsáveis, revisão humana e ferramentas de apoio à validação.
Especialistas concordam que o próximo passo para Portugal não passa apenas por aumentar a adoção da IA, mas por melhorar a qualidade desse uso, o que depende diretamente da formação.
Aprender a usar a inteligência artificial implica saber analisar criticamente o output tecnológico, questionar, revisar e complementar aquilo que a ferramenta produz. Sem essa base de conhecimento, a IA pode parecer eficaz no imediato, mas trazer impactos negativos a longo prazo, sobretudo em contextos académicos, profissionais e sociais.
No final, a inteligência artificial pode acelerar processos, mas a responsabilidade continua a ser humana. É essa combinação que determina se a tecnologia é uma ajuda real ou apenas mais uma fonte de ruído.
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