A reparação de smartphones modernos é muitas vezes um pesadelo pegajoso. Para garantir designs finos e resistência à água, as fabricantes colam as baterias ao chassis com adesivos fortes, tornando a substituição difícil e perigosa. A Google quer mudar este paradigma. Uma nova patente registada pela empresa descreve um método inovador para fixar baterias que promete facilitar as reparações sem sacrificar o design premium.
A solução proposta abandona a cola em favor de uma “submontagem” de bateria reforçada que se encaixa mecanicamente no dispositivo, oferecendo segurança estrutural e facilidade de remoção.

O fim da era da cola?
A patente, descoberta pelo site Hypertxt.AI, descreve um sistema de “aterramento” e fixação mecânica. Em vez de adesivo, a bateria é alojada numa estrutura metálica que a protege contra tensões (como dobras ou quedas) e a fixa firmemente no lugar através de bloqueios mecânicos e “paragens de cisalhamento”.
Isto não significa o regresso das traseiras de plástico removíveis dos anos 2010. A bateria continua selada dentro do telemóvel, mas, ao ser aberto por um técnico, pode ser removida e substituída de forma muito mais simples, rápida e segura, reduzindo potencialmente o custo da reparação e o desperdício.

Fino, resistente e carregável sem fios
O aspeto mais impressionante desta engenharia é que a Google afirma que ela não compromete as funcionalidades modernas que os utilizadores exigem. O novo design foi pensado para manter:
- Espessura reduzida: Não adiciona volume desnecessário aos dispositivos ultrafinos.
- Resistência à água: Permite manter as certificações IP contra pó e líquidos.
- Carregamento sem fios: Não interfere com as bobinas de indução nem com a eficiência energética.
Os diagramas sugerem que esta tecnologia pode ser aplicada não só a smartphones tradicionais e dobráveis, mas também a tablets, portáteis e wearables. Embora seja apenas uma patente e não uma garantia de produção, mostra que a Google está a pensar seriamente em como tornar o hardware do futuro mais sustentável e reparável, respondendo à pressão crescente pelo “direito à reparação”.
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