A Motorola implementou no novo Motorola Signature um ecrã capaz de atingir um brilho máximo de 6.200 nits, estabelecendo um novo recorde de visibilidade para a indústria em 2026. Para sustentar esta intensidade sem comprometer a integridade do hardware ou a vida útil da bateria, a marca desenvolveu um sistema de dissipação térmica passiva e ativa que redefine a gestão de energia em dispositivos móveis. O desafio reside em evitar o burn-in e o thermal throttling durante utilizações prolongadas sob luz solar direta.

Câmara de vapor e materiais condutores
A base da solução térmica do Motorola Signature assenta numa câmara de vapor de grafite de grandes dimensões, que cobre cerca de 70% da área interna do chassi. Esta estrutura permite que o calor gerado pelo painel seja distribuído de forma uniforme para a estrutura de alumínio aeroespacial do dispositivo. Ao contrário de modelos anteriores, que concentravam o calor na zona do processador, o Motorola Signature utiliza o próprio ecrã como um dissipador secundário, otimizando a troca de calor com o ambiente.
A marca alega que esta arquitetura permite manter o brilho máximo durante períodos 40% mais longos do que a geração anterior. O uso de polímeros térmicos de alta condutividade entre o painel e a placa-mãe garante que a temperatura interna se mantenha estável, mesmo quando o ecrã opera na sua capacidade máxima.
O papel da Moto AI no controlo térmico
A gestão do brilho não é apenas uma questão de hardware; a Moto AI intervém através de um algoritmo de monitorização preditiva. O sistema analisa a temperatura ambiente e o tipo de conteúdo exibido para ajustar a voltagem de cada pixel individualmente. Esta técnica, designada por “Mapeamento Térmico Dinâmico”, impede que zonas específicas do ecrã – como barras de navegação ou ícones estáticos – atinjam temperaturas críticas que poderiam causar danos permanentes.
| Componente Térmico | Função Técnica | Resultado Prático |
| Câmara de Vapor | Distribuição de calor por mudança de fase. | Evita pontos quentes no chassi. |
| Grafite Nano-estruturado | Dissipação lateral rápida. | Arrefecimento acelerado do painel. |
| Sensores NTC | Monitorização de temperatura em tempo real. | Ajuste milimétrico de brilho por zona. |
| IA Preditiva | Gestão de carga e ciclos de brilho. | Preservação da saúde da bateria e píxeis. |
Sustentabilidade do brilho a longo prazo
A questão da longevidade é central para um dispositivo que promete sete anos de atualizações. Para assegurar que o ecrã mantém a fidelidade cromática até 2033, a Motorola introduziu uma camada de proteção orgânica reforçada. Esta barreira química reduz o desgaste dos díodos emissores de luz quando submetidos a altas tensões. Segundo a documentação técnica, a eficácia luminosa do painel degrada-se de forma significativamente mais lenta do que nos painéis OLED convencionais.
Esta engenharia permite que o utilizador do Motorola Signature usufrua de uma visibilidade sem reflexos, mesmo em ambientes de luminosidade extrema, sem o receio de que o smartphone perca desempenho ou se torne desconfortável ao toque.
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