O Paper foi um dos produtos mais curiosos apresentados na CES 2026: um tablet Android com apenas 3,1 mm de espessura, reclamando o título de “tablet mais fino do mundo”. Desenvolvido pela Haining Toall Technology, o equipamento aposta num design extremo para se destacar num mercado dominado por marcas como Apple e Samsung.

Paper leva a obsessão pela espessura ao limite
O dispositivo integra um ecrã AMOLED de 13 polegadas, com margens muito reduzidas e um corpo que se aproxima visualmente de um monitor ultrafino. Para contornar as limitações físicas, a marca concentrou a maior parte dos componentes, portas e bateria numa “bossa” lateral traseira mais espessa, onde se encontram duas portas USB‑C e uma mini HDMI.
Segundo quem já experimentou o produto na feira, o Paper pesa cerca de 400 g, o que reforça a sensação de leveza mas levanta dúvidas sobre robustez e conforto em utilização prolongada. A marca avança com versões de 256 GB e 512 GB de armazenamento, mas continua a omitir detalhes críticos sobre o processador, apenas referido como um chip “chinês” sem modelo confirmado.
A obsessão pela espessura tem um custo evidente na autonomia: a bateria é apontada para cerca de 3 horas de uso, com a promessa de uma capa com bateria integrada para acrescentar “várias horas” extra. O preço previsto começa nos 1.500 dólares, posicionando o Paper como um produto de nicho, mais próximo de um “concept” comercial do que de um rival direto dos tablets premium tradicionais.
Face ao iPad Pro de 13 polegadas, com cerca de 5,1 mm de espessura, o Paper reforça a narrativa de “corrida aos milímetros” na CES 2026, mas deixa em aberto a questão central: até que ponto o design ultrafino compensa os compromissos em autonomia e especificações ainda pouco transparentes.
Fonte do artigo: tom’s guide
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