A tecnologia móvel está prestes a ultrapassar a última fronteira da conectividade terrestre. Se achavas que o teu smartphone já tinha atingido o topo do que é tecnicamente possível, prepara-te para olhar para o céu. As mais recentes informações apontam para uma corrida frenética entre a Huawei e a Apple, que estão a desenvolver melhorias significativas nos seus sistemas de comunicação por satélite, prometendo acabar de vez com as “zonas mortas” de sinal em qualquer parte do planeta.
A aposta da Apple no padrão NR-NTN e no novo modem C2
A Apple, que foi pioneira ao introduzir as mensagens de emergência via satélite no iPhone 14, não pretende ficar parada enquanto a concorrência se aproxima. De acordo com informações recentes, a gigante de Cupertino está a trabalhar no sentido de integrar a tecnologia NR-NTN (New Radio Non-Terrestrial Networks) nos seus dispositivos já em 2026.
Mas o que é que isto significa para ti, como utilizador? Basicamente, esta tecnologia representa a capacidade de um modem suportar o padrão 5G para comunicação direta entre um telemóvel comum e satélites. Ao contrário das funções atuais, que servem maioritariamente para situações de emergência e envio de mensagens curtas, o suporte NR-NTN permitirá que o iPhone se ligue diretamente a um satélite para aceder à Internet em banda larga.
Os dados indicam que o futuro processador de comunicações C2 da Apple será o motor desta mudança, estando previsto para estrear na linha iPhone 18 Pro. Com este avanço, poderás manter uma ligação de dados estável mesmo quando estiveres em locais remotos, como montanhas ou em pleno oceano, onde as torres de telecomunicações convencionais não conseguem chegar. É a promessa de um mundo verdadeiramente conectado, independentemente da infraestrutura terrestre disponível.

Huawei prepara-se para lançar satélites de órbita baixa
Do outro lado do mundo, a Huawei não está apenas a observar. A marca chinesa, que já surpreendeu o mercado com as capacidades de chamadas por satélite no Mate 60 Pro, está agora focada na tecnologia de órbita baixa (LEO – Low Earth Orbit). Este sistema esteve em fase de testes internos durante o último ano e as previsões apontam para que a fase de testes públicos comece ainda antes do final de 2025.
A grande diferença entre o sistema que a Huawei utiliza atualmente e esta nova tecnologia reside na eficiência e na velocidade. Enquanto os satélites de órbita alta podem apresentar latência elevada (atraso na comunicação) e algumas falhas em chamadas de voz e mensagens, os satélites de órbita baixa garantem uma densidade de cobertura muito superior.
Ao utilizares um dispositivo com esta tecnologia, notarás que a transmissão de dados é muito mais simples e as chamadas de voz ganham uma clareza que até agora era difícil de obter fora das redes terrestres. A Huawei está a colaborar estreitamente com a China Star Network para implementar este acesso à Internet por satélite, e tudo indica que estas funcionalidades serão um dos grandes destaques dos topos de gama da marca a lançar ainda este ano.
O impacto da integração com o 6G e a baixa latência
Um dos pontos mais interessantes da estratégia da Huawei é a forma como esta comunicação por satélite se integra com as futuras capacidades 6G. A tecnologia de órbita baixa permite uma integração ar-terra que reduz drasticamente o tempo de resposta da rede. Para ti, isto traduz-se numa experiência de utilização fluida, sem os soluços típicos das ligações por satélite mais antigas.
Embora o progresso na China tenha sido descrito como ligeiramente mais lento em comparação com alguns avanços ocidentais, a maturidade da tecnologia da Huawei sugere que o salto qualitativo será enorme quando chegar ao mercado de consumo. O objetivo é transformar o teu smartphone numa ferramenta de comunicação universal, que não depende de estar perto de uma cidade ou de uma antena de telemóvel para funcionar em pleno.

O que esperar dos próximos meses no mercado móvel
Esta disputa tecnológica entre os dois colossos terá consequências diretas na forma como escolhes o teu próximo equipamento. Se dás valor à segurança e à conectividade constante, a evolução para o 5G via satélite e para as redes de órbita baixa será um fator decisivo.
A Apple parece focar-se na integração perfeita com o seu ecossistema e no refinamento do hardware através do seu novo processador de comunicações, enquanto a Huawei aposta na infraestrutura e na vanguarda da integração 6G. Independentemente de qual seja a tua preferência, o vencedor final és tu, que passarás a ter no bolso um dispositivo capaz de comunicar com o espaço para te manter ligado ao mundo.
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