A cibersegurança nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 assume um papel crítico no dia em que a pira olímpica se acende em Milão. Com o arranque oficial das competições hoje, 6 de fevereiro, a tecnológica ESET identificou uma vaga de ataques informáticos que visam explorar o entusiasmo global pelo evento. Grupos de cibercrime estão a utilizar infraestruturas de reserva hoteleira e plataformas de streaming para interceptar dados financeiros de adeptos e organizações.

Inteligência Artificial ao serviço da fraude
A sofisticação das ameaças em 2026 distingue-se pelo uso intensivo de modelos de linguagem e deepfakes. Os criminosos estão a gerar conteúdos de áudio e vídeo que replicam a voz e imagem de atletas conhecidos, simulando pedidos de doações para causas de caridade ou promovendo investimentos fraudulentos. Segundo a documentação técnica analisada, estas campanhas são distribuídas através de envenenamento de motores de busca (SEO), garantindo que sites maliciosos apareçam no topo dos resultados quando os utilizadores procuram calendários de provas ou transmissões em direto.
Desafios críticos para a cibersegurança nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026
A dispersão geográfica entre Milão e Cortina d’Ampezzo aumenta a superfície de ataque física e digital. A marca alega que o perigo se estende aos recintos desportivos, onde a fixação de códigos QR falsos tem sido utilizada para descarregar spyware diretamente para os smartphones dos espectadores. Este método de “phishing físico” é particularmente eficaz num contexto de mobilidade, onde os utilizadores tendem a ser menos cautelosos com ligações externas.
| Tipo de Ameaça | Vetor de Ataque | Impacto Potencial |
| Pirataria de Transmissão | Sites de streaming ilegais | Infeção por ransomware via plugins |
| Phishing de Bilhética | Anúncios em redes sociais | Roubo de credenciais bancárias |
| Wi-Fi Malicioso | Hotspots “Olympics_Free” | Interceção de tráfego de dados sensíveis |
| Burlas de Voluntariado | Emails de recrutamento falso | Extorsão de taxas de processamento |
Protocolos de proteção e vigilância
A eficácia da cibersegurança nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 depende, em larga medida, da higiene digital dos utilizadores finais. A ESET recomenda o uso obrigatório de autenticação de dois fatores (2FA) em todas as plataformas de reserva e a consulta exclusiva de canais oficiais para a compra de merchandise.
- Apps Oficiais: Descarregue apenas a aplicação “Milano Cortina 2026” das lojas fidedignas (App Store ou Google Play).
- Conetividade Segura: Evite realizar transações bancárias enquanto estiver ligado a redes Wi-Fi públicas nos recintos.
- Verificação de Links: Desconfie de mensagens não solicitadas (SMS ou WhatsApp) que contenham ofertas “demasiado boas para serem verdade”.
O impacto da resiliência tecnológica
O sucesso deste evento não se medirá apenas pelas medalhas conquistadas no gelo, mas pela capacidade de manter a integridade dos dados num ecossistema hostil. A cibersegurança nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 exige uma resposta coordenada entre autoridades e público. Ao ignorar fontes de informação não verificadas, os adeptos neutralizam a principal arma dos atacantes: a engenharia social. A cautela digital é, neste cenário, a defesa mais eficaz contra o crime organizado que tenta ensombrar o espírito olímpico.
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