A corrida ao ouro da Inteligência Artificial continua a ter um fornecedor de “pás e picaretas” preferido: a memória de alta largura de banda (HBM). Depois de ter reportado lucros recorde no último trimestre de 2025, impulsionados pela sua divisão de semicondutores, a Samsung decidiu não tirar o pé do acelerador. Relatórios vindos da Coreia do Sul indicam que a gigante tecnológica vai aumentar drasticamente a capacidade de produção da sua sexta geração de chips de memória, a HBM4, numa jogada estratégica para maximizar a rentabilidade e ultrapassar a concorrência.
Esta expansão não é apenas sobre volume; é sobre valor. Os chips HBM4 são componentes críticos para os sistemas de aceleração de IA de próxima geração, como o Rubin da Nvidia e o MI450 da AMD. Com margens de lucro significativamente superiores às da memória DDR convencional, a Samsung está a redirecionar recursos massivos para garantir que não perde nenhuma oportunidade neste mercado explosivo.

120.000 wafers por mês: a escala da ambição
A dimensão do investimento é reveladora. Segundo as informações, a Samsung decidiu aumentar a produção de wafers (bolachas de silício) de HBM4 DRAM para cerca de 120.000 unidades por mês.
Para atingir este número, a empresa está a realizar um upgrade profundo na sua fábrica de Pyeongtaek, especificamente na linha de produção P4. O plano envolve a instalação de novos equipamentos de fabrico de chips e a melhoria das ferramentas existentes para aumentar o rendimento (yield) e a eficiência. Este nível de compromisso financeiro sinaliza que a Samsung está disposta a gastar agressivamente para garantir a sua competitividade.
A recuperação após o tropeço do HBM3E
Esta ofensiva surge num contexto de redenção. No ano passado, a Samsung perdeu terreno para a sua rival doméstica, a SK Hynix, e para a americana Micron no segmento HBM3E, chegando atrasada ao mercado. A empresa aprendeu a lição.
Com o HBM4, a Samsung não quer apenas apanhar o comboio; quer conduzi-lo. Relatórios iniciais sugerem que os seus novos chips HBM4 podem oferecer um desempenho superior aos produtos concorrentes, beneficiando de um processo de fabrico de memória mais avançado. Se a Samsung conseguir combinar esta superioridade técnica com a escala de produção massiva que agora está a preparar, poderá cimentar a sua posição como o fornecedor dominante para a infraestrutura de IA global em 2026.
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