A Samsung Electronics acaba de marcar um ponto de viragem histórico na indústria dos semicondutores. Num anúncio que está a agitar os mercados tecnológicos globais, a gigante sul-coreana confirmou que é a primeira empresa no mundo a iniciar a produção em massa da sexta geração de memória de alta largura de banda, conhecida como HBM4. Este avanço não é apenas uma atualização técnica; representa o regresso triunfal da marca ao topo de um setor onde, recentemente, tinha perdido terreno para rivais como a SK hynix e a Micron.
Se acompanhas o mercado do hardware, sabes que a inteligência artificial (IA) exige uma velocidade de processamento de dados sem precedentes. Os chips HBM4 foram desenhados especificamente para alimentar os melhores aceleradores de IA do planeta, garantindo que o fluxo de informação entre o processador e a memória não se torne um entrave. Ao seres um entusiasta de tecnologia, percebes que este passo coloca a Samsung numa posição privilegiada para dominar o fornecimento de componentes críticos para empresas que desenvolvem modelos de linguagem complexos e infraestruturas de computação na nuvem.
Este anúncio surge num momento crucial. Após um ano de 2025 marcado por alguns desafios na produção e pela pressão competitiva, a Samsung decidiu apostar tudo na inovação radical. A empresa não se limitou a seguir os padrões da indústria; decidiu elevar a fasquia e definir novas métricas de desempenho que, até agora, pareciam inalcançáveis para a concorrência direta no curto prazo.

Tecnologia de 10nm e o segredo da eficiência energética
Para alcançares estes resultados impressionantes, a Samsung recorreu à sua tecnologia DRAM 1c mais avançada, que utiliza uma classe de 10 nanómetros de sexta geração. Esta é, atualmente, a técnica de fabrico mais sofisticada do mercado. Ao combinares isto com um processo de fabrico de 4 nanómetros da sua divisão de fundição, consegues obter um chip que não só é extremamente rápido, como também muito mais eficiente do ponto de vista energético.
A questão da eficiência é vital se pensares no consumo elétrico colossal dos centros de dados modernos. A Samsung conseguiu assegurar rendimentos estáveis na produção, o que significa que pode fabricar estas unidades em grandes quantidades sem comprometer a qualidade ou a fiabilidade. Esta estabilidade é o que permite à marca começar a enviar as primeiras remessas para os clientes de imediato, ganhando uma vantagem temporal preciosa sobre os seus competidores.
A integração entre a divisão de memória e a divisão de fundição (Foundry) da Samsung foi a chave para o sucesso. Ao controlarem todo o ecossistema de produção, os engenheiros conseguiram otimizar o design dos chips HBM4 de uma forma que as empresas que dependem de terceiros para o fabrico têm dificuldade em replicar. Este é o tipo de integração vertical que permite à marca sul-coreana ditar o ritmo do mercado de semicondutores.
Velocidades que superam todos os padrões da indústria
Quando olhamos para os números puros, o desempenho destes novos chips é, no mínimo, surpreendente. A memória HBM4 da Samsung opera a uma velocidade de 11,7 Gbps. Se comparares isto com o padrão industrial JEDEC, que se fixa nos 8 Gbps, verificas um aumento de performance de cerca de 46%. É um salto geracional que garante que a largura de banda total de uma única pilha de memória possa atingir os 3,3 TB/s, superando até as exigências mais rigorosas dos fabricantes de hardware.
Mesmo quando comparada com a geração anterior da própria marca, a HBM3E, a nova HBM4 consegue ser 22% mais veloz. Podes encontrar estas memórias em capacidades que variam entre os 24GB e os 36GB, mas a empresa já confirmou que não vai ficar por aqui. Para responder à fome de memória das aplicações de IA mais pesadas, a Samsung planeia produzir versões de 16 camadas com capacidades que chegam aos 48GB, algo que até há pouco tempo parecia ficção científica.
O vice-presidente de desenvolvimento de memória da Samsung, Hwang Sang-joon, destacou que a empresa decidiu romper com a tradição de usar apenas processos já testados. Ao arriscarem com tecnologias de ponta como a DRAM 1c e os 4nm logo na fase inicial, conseguiram criar uma margem de manobra para expansão futura. Isto significa que a plataforma HBM4 ainda tem espaço para crescer e evoluir nos próximos meses, adaptando-se às necessidades voláteis dos clientes.
O roteiro para o domínio total até 2027
A estratégia da Samsung para os próximos anos já está traçada e parece ser imparável. Além da produção em massa da HBM4 que agora se inicia, a tecnológica já confirmou que a variante HBM4E chegará na segunda metade de 2026. Esta será uma versão ainda mais otimizada, focada em nichos específicos que exijam o máximo de largura de banda possível. Tu verás, provavelmente, estes chips nos supercomputadores mais potentes da próxima década.
Mas a visão da marca vai mais além. Para 2027, o objetivo é introduzir chips HBM personalizados. Isto permitirá que clientes específicos, como grandes empresas de tecnologia que desenham os seus próprios processadores, tenham memórias feitas à medida das suas arquiteturas. É um nível de personalização que pode mudar a forma como os dispositivos de IA são construídos, integrando a memória de forma ainda mais profunda no coração do sistema.
Embora o foco atual seja a produção em massa, a Samsung já está a trabalhar nos bastidores na sucessora HBM5. Este ciclo de inovação contínua serve para garantir que a liderança agora recuperada não volte a ser perdida. Para ti, que acompanhas estas evoluções, fica claro que a batalha pelos semicondutores entrou numa fase de aceleração máxima, e a Samsung acaba de carregar no acelerador com uma força que os seus rivais terão dificuldade em igualar.
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