Se estás à procura de um portátil novo, mas o teu orçamento não estica para os preços exorbitantes que a marca da maçã costuma praticar, prepara-te. A gigante de Cupertino está prestes a apresentar, já na próxima semana (com os anúncios agendados para arrancar na segunda-feira, 2 de março), o seu MacBook mais barato de sempre.
Mas quando a Apple decide cortar substancialmente no preço de entrada, sabemos perfeitamente que também tem de fazer algumas concessões. A grande questão que se impõe é: será que este novo modelo de entrada de gama vale realmente a pena, ou é preferível juntares mais uns trocos e comprares o clássico MacBook Air?
Vamos primeiro olhar para o “motor” desta nova máquina. A Apple tomou uma decisão muito curiosa ao optar pelo processador A18 Pro. Sim, é exatamente o mesmo chip que alimenta os atuais modelos de topo do iPhone. Pode parecer um bocado estranho ter um processador de telemóvel num computador portátil, mas não te deixes enganar pelos preconceitos.
O A18 Pro é uma verdadeira besta tecnológica e, em testes de benchmark sintéticos, consegue igualar praticamente o desempenho do aclamado chip M1 original. Na prática, isto significa que para as tarefas do teu dia a dia — como navegar na internet com dezenas de separadores abertos, ver séries em alta definição, editar documentos longos ou usar aplicações comuns de produtividade —, este computador não se vai engasgar minimamente.

Ecrã básico e cortes na retroiluminação
Mas para conseguir baixar drasticamente o preço, a marca teve de fazer alguns sacrifícios lógicos. Ao comparares este novo MacBook com o atual MacBook Air, vais notar algumas diferenças cruciais na experiência de utilização.
O ecrã LCD de 12.9 polegadas será tecnicamente mais básico: terá um brilho máximo de 400 nits, não contará com a popular tecnologia True Tone (que ajusta a temperatura da cor da luz ao ambiente onde estás) nem suportará a vasta gama de cores P3. Para um utilizador comum a escrever emails ou a ver vídeos no YouTube, isto mal se nota, mas se trabalhas com edição rigorosa de fotografia ou vídeo, fará toda a diferença na precisão visual.
Além do ecrã, existem outros compromissos que tens de ter em conta. O teclado não terá qualquer retroiluminação, algo que pode ser bastante frustrante se costumas trabalhar à noite ou em ambientes mais escuros. As opções de armazenamento serão muito mais limitadas e os discos SSD internos terão velocidades de leitura e escrita mais lentas. O carregamento da bateria também não será tão rápido como nos modelos mais caros, e a Apple vai substituir o seu tradicional e eficiente chip de rede N1 por uma alternativa mais económica da MediaTek.
São cortes dolorosos, mas totalmente compreensíveis para criar um computador de entrada (lembramos que o Magic Keyboard do iPad Air também não tem luz nas teclas, por exemplo).

A essência mantém-se: bateria e design premium
Apesar destes cortes técnicos, a experiência nuclear de teres um Mac mantém-se intacta. Vais ter um chassis resistente em alumínio premium, um trackpad de enorme excelência e, previsivelmente, uma autonomia de bateria incrível que te vai durar para um dia inteiro de aulas ou de trabalho longe das tomadas sem a menor preocupação.
Para além disso, os rumores apontam para um design exterior super apelativo, com uma paleta de cores divertidas e arrojadas que deve incluir tons de verde, amarelo e rosa. Isto dá-lhe uma personalidade vibrante que contrasta com o visual mais sério da linha Air.
O veredito final: tudo depende do preço
No fim das contas, a tua decisão final vai depender exclusivamente do preço com que ele chegar às lojas. Se este MacBook aterrar no mercado pelos 699 dólares (o que deverá traduzir-se em valores mais altos em Portugal devido aos impostos), pode ser muito difícil de justificar a compra, visto que o MacBook Air M4 costuma aparecer frequentemente em promoções bastante agressivas a rondar os 749 dólares.
Contudo, se a Apple conseguir surpreender o mundo e lançar esta máquina na casa dos 599 ou 649 dólares, estaremos perante um autêntico e inegável campeão de vendas. Com um diferencial de preço a rondar os 300 euros em relação ao modelo Air, este portátil colorido e compacto tem tudo para ser a máquina ideal e definitiva para estudantes e utilizadores casuais. Fica atento às novidades da próxima semana para descobrires a resposta final da marca!
Outros artigos interessantes:










