Um novo estudo da NordVPN revela uma realidade alarmante para a segurança digital feminina no Brasil: 91% das mulheres enfrentaram pelo menos uma tentativa de golpe financeiro online nos últimos dois anos. O levantamento, divulgado a propósito do Dia Internacional das Mulheres, destaca que o WhatsApp consolidou-se como o principal vetor de ataque, sendo responsável por uma média de cinco das 15 tentativas de fraude que cada mulher sofreu no período analisado.

WhatsApp: o epicentro da engenharia social
A exposição das mulheres brasileiras ao risco é potenciada pelo uso intensivo de plataformas de comunicação, com 21% das inquiridas a utilizar o WhatsApp por sete horas ou mais diariamente. Os criminosos utilizam táticas de engenharia social sofisticadas, sendo os links para páginas de login falsas (43%) e pedidos de dinheiro fingindo ser familiares ou amigos (32%) as abordagens mais comuns.
Marijus Briedis, CTO da NordVPN, sublinha que a segurança online tornou-se um tema essencial de bem-estar pessoal. Para além das perdas financeiras, que atingiram 30% das mulheres, o impacto emocional é significativo, com 19% das vítimas a relatarem uma piora no estado psicológico após o incidente.
O paradoxo da segurança: Cautela vs. Técnica
O estudo aponta para um comportamento resiliente: as mulheres são mais cautelosas do que os homens, com apenas 29% a admitirem ter respondido a uma abordagem criminosa, contra 40% do público masculino. No entanto, existe uma lacuna crítica na proteção técnica:
- Apenas 14% das mulheres utilizam autenticação multifator (MFA).
- Somente 22% ativam bloqueios de conversa por PIN ou mensagens temporárias.
- Apenas 6% sabem proteger adequadamente a sua rede Wi-Fi doméstica.
Impacto financeiro dos golpes (Brasil 2026)
| Escalão de Prejuízo | Percentagem de Vítimas |
| Até R$ 250 | 45% |
| De R$ 251 a R$ 750 | 26% |
| Superior a R$ 750 | 26% |
Conclusão
Embora, segundo a NordVPN, as mulheres demonstrem um domínio elevado em competências básicas, como a criação de senhas fortes (96%) e a identificação de ofertas suspeitas (94%), apenas 5% foram classificadas como “Cyber Stars”. O desafio para 2026 reside em converter a consciência de privacidade em competência técnica profunda, especialmente no que toca a infraestruturas domésticas e riscos associados à Inteligência Artificial, onde apenas 5% das mulheres se sentem plenamente esclarecidas.
Outros artigos interessantes:










