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EXCLUSIVO TECHENET

Entrevista com Pedro Brito da HP: O futuro da impressão em Portugal

Alfredo Beleza por Alfredo Beleza
13/05/2025 - Atualizado a 14/05/2025
Em Entrevistas, Tecnologia

O mercado de impressão registou crescimento no final de 2024. Para analisar este cenário e as perspetivas para Portugal, conversámos com Pedro Brito, Diretor de Impressão da HP para Portugal e Espanha. Nesta entrevista, o responsável detalha a visão e a estratégia da HP para o mercado nacional.

A conversa aborda o desempenho da HP no país, o papel da inovação tecnológica – incluindo a Inteligência Artificial – e da sustentabilidade. A adaptação ao trabalho híbrido, a relação com os parceiros e os desafios específicos do mercado português são outros temas em destaque na análise de Pedro Brito.

Pedro Brito aborda também a transformação conceptual da impressora, que evolui de um periférico para uma solução integrada e conectada. A adaptação da oferta da HP, com foco crescente em serviços e experiências personalizadas, é outro ponto explorado.

Entrevista com pedro brito da hp: o futuro da impressão em portugal
Pedro Brito, Diretor de Impressão da HP para Portugal e Espanha

A entrevista com Pedro Brito da HP

1 – Como reage a HP aos dados divulgados recentemente que mostram um crescimento de 3,5% no mercado de impressão no quarto trimestre de 2024?

A HP vê esses resultados como uma confirmação da importância da impressora e da indústria da impressão. Quase 90% das empresas ainda dependem de papel, necessitando de soluções integradas para transferir documentos entre fluxos de trabalho físicos e digitais.

O mercado português de impressão manteve-se estável em 2024, com cerca de 215.000 impressoras. Destacamos o crescimento do mercado empresarial, que cresceu +2% a/a em 2024 (sendo a HP um dos poucos fabricantes que cresceu, e além disso, a dois dígitos +14% a/a).

Aposta no mercado português em produtos de segmento empresarial vai ser uma forte estratégia de produto da HP Portugal e com os seus clientes e parceiros de negócio. A expetativa para 2025 é que o mercado de impressão em Portugal cresça cerca de +3% a/a.

2 – Este crescimento surpreendeu a HP ou já era algo previsto internamente?

Internamente, já esperávamos estes resultados devido a dois fatores principais:

1) Um dos principais desafios na área de impressão é transformar a percepção da impressão como algo ultrapassado e reconectar com os consumidores através de experiências e soluções de impressão. Em Portugal, onde atualmente se adquirem cerca duzentas mil impressoras, o desafio não é apenas vender hardware, mas transformar cada impressora numa plataforma de valor acrescentado, com serviços personalizados, como subscrições de tinta, impressão sobre necessidade, funções de digitalização inteligentes ou soluções adaptadas a setores específicos como jurídico, saúde ou educação.

2) Devido ao nosso investimento como HP Portugal, em ter mais recursos de impressão em Portugal tanto a nível humano, como de investimentos no desenvolvimento do negócio da impressão com os nossos clientes, quer estes sejam finais ou parceiros.

3 – Quais considera que foram os principais fatores que impulsionaram este crescimento do mercado?

Se destacarmos onde estão a ocorrer as principais oportunidades de crescimento neste mercado, devemos destacar o mercado de jato de tinta para segmento empresarial, com a gama OfficeJet Pro onde o crescimento foi de +8% a/a (HP com um crescimento de +9% a/a) ou o mercado de laser A4 contratual, onde o mercado cresceu 1% a/a e HP cresceu 21%. Salientar ainda os sistemas de impressão contínua, Tanks, onde o mercado cresceu acima dos 30%, e a HP Portugal acima dos 100% com a gama Smart Tank a/a.

4 – Que segmentos (empresarial vs. consumo, jato de tinta vs. laser) mais contribuíram para os resultados da HP em Portugal?

De facto, no primeiro trimestre de 2025, tivemos um forte início de ano, crescendo +6% a/a, tanto na categoria de consumo (+10% a/a) quanto na categoria empresarial (+1% a/a). A HP continua a liderar tanto em impressoras de consumo como empresarial crescendo em ambos os segmentos, mais do que o mercado. Posso salientar o crescimento sustentável das impressoras Laser (Mono e Color) empresariais e das nossa gama de impressoras de Tinta Smart Tank como mencionado acima.

5 – Houve algum produto ou linha de equipamentos que se destacou particularmente?

No primeiro trimestre de 2025 saliento o nosso portfolio Laserjet Enterprise 4000 Transational e Managed onde o crescimento desta linha de produto foi acima dos 100% a/a. Isto assegura que estamos a investir corretamente e onde o mercado tem mais necessidades.

6 – Com base nestes dados, que tendências identifica para o mercado de impressão em 2025?

As tendências que vão marcar a indústria da impressão em 2025 e nos próximos anos tem a ver com aspetos relacionados com a Segurança, Sustentabilidade, Digitalização ou Inteligência Artificial. Em 2025, continuaremos a ver uma tendência na adoção da Cor na impressão (+16% a/a) ou a venda de equipamentos multifuncionais (+14% a/a) consolidam-se no primeiro trimestre de 2025, destacando o interesse dos clientes por equipamentos de impressão que ofereçam maior versatilidade e funcionalidade.

7 – Acredita que estamos perante uma retoma estrutural do mercado ou um pico temporário, talvez influenciado por ciclos de substituição ou necessidades pós-pandemia?

Se responder a esta pergunta com a responsabilidade de Espanha, diria que estariamos num ciclo pós-pandemia ou renovação. Contudo, para Portugal, sendo um mercado maduro mas inovador, o desenvolvimento tecnológico é prioridade nas empresas. Somos “early adopters” da inovação e isto reflete-se na impressão, logo estamos num ciclo normal do mercado em busca das ultimas inovações.

8 – Como é que a HP está a adaptar a sua estratégia para aproveitar este crescimento?

O trabalho híbrido provocou uma mudança estrutural na forma como a impressão é entendida e utilizada. A impressora deixou de ser um simples periférico para se tornar uma solução conectada e multifuncional, que combina impressão, digitalização e conectividade remota. Esta evolução responde à necessidade de oferecer uma experiência positiva e segura tanto em ambientes empresariais quanto domésticos.

Nos escritórios, a mudança foi marcada pela necessidade de que a impressão funcione com fiabilidade e se complemente com soluções que permitam digitalizar documentos e gerir informações de forma seletiva e personalizada. Isto é especialmente relevante em espaços não digitalizados ou com restrições de acesso a informações confidenciais.

No ambiente doméstico, o foco deslocou-se para modelos que tornam a vida mais fácil: dispositivos com tinta incluída para vários anos, subscrições de reposição automática e conectividade com aplicações móveis. Este novo modelo responde a um utilizador que imprime menos, mas exige mais valor e simplicidade em cada uso. Assim, o trabalho híbrido impulsionou uma nova etapa em que a impressão se adapta aos hábitos digitais e à versatilidade que o dia a dia exige. As necessidades dos clientes mudam e nós temos a responsabilidade de continuar a adaptar os nossos produtos a essas mudanças

9 – Que papel desempenharam os parceiros de canal neste crescimento?

Fundamental o papel dos nossos parceiros de negócio e a relação que temos com eles. A força de vendas da HP Portugal tem um forte ADN na cooperação diária com os nossos clientes, não só na impressão mas também em todos os outros produtos como PC´s ou Poly. “One HP” é sem dúvida nossa maior força e fortaleza e queremos que os nossos parceiros façam parte desta estratégia, tanto em Portugal, como mundialmente.

10 – A HP tem planos para reforçar ou repensar a sua relação com os parceiros em 2025?

Não precisamos repensar mas sim reforçar a nossa relação com os nossos parceiros. HP Portugal precisa dos seus parceiros de distribuição, retalho ou de canal para crescer no mercado português. Nós vamos continuar a trabalhar para que a satisfação e colaboração seja maior e melhor. O resultado do primeiro trimestre em Portugal é um reflexo desta forte colaboração e da qual não vamos abdicar.

11 – Quais são os objetivos da HP para 2025 no mercado nacional de impressão?

Os nossos objetivos para 2025 continuam a ser ajudar o desenvolvimento tecnológico das empresas, dos seus colaboradores mas também de Portugal. No caso das grandes empresas, a estratégia vai-se concentrar em soluções escaláveis, com uma forte personalização, gestão centralizada e ferramentas de segurança avançada. Isso permite integrar a impressão dentro dos ambientes de TI de forma fluida, otimizando o custo por página e adaptando o serviço ao uso real e ao contexto de cada setor, seja jurídico, saúde, educação ou público.

Para os consumidores ou as pequenas e médias empresas, o foco baseia-se em simplificar ao máximo a experiência: dispositivos versáteis, opções de assinatura como HP Instant Ink com manutenção automatizada, e gestão remota através de aplicativos. A proposta de valor está na conveniência e na redução de fricção operacional: imprimir deve ser tão simples quanto apertar um botão, sem se preocupar com a tinta, desperdício de papel, suporte técnico ou desempenho do equipamento.

Em ambos os casos, a chave competitiva está na capacidade da HP em oferecer soluções ajustadas ao cliente, com suporte local, rede de parceiros portugueses e um modelo de negócio centrado no uso real e não apenas na venda de hardware. É uma mudança de mentalidade: deixa-se de vender uma impressora para oferecer uma experiência de impressão integral, confiável e sustentável. A indústria de impressão precisa seguir esse caminho e adaptar-se à transformação.

12 – Que desafios a marca antecipa para o setor este ano, tanto a nível tecnológico como económico?

A nível tecnológico não posso deixar de mencionar a Inteligência Artificial (IA). A IA está a desempenhar um papel fundamental na evolução da impressão, especialmente na melhoria da eficiência operacional e da experiência do utilizador. Nos dispositivos de impressão atuais, a IA permite automatizar tarefas que antes requeriam intervenção manual, como a deteção de erros antes que afetem o funcionamento e a adaptação automática das configurações mais usadas por cada perfil de utilizador.

Devido à aprendizagem automática, as impressoras podem antecipar necessidades, optimizar fluxos de trabalho e reduzir desperdícios, resultando em menos interrupções, maior produtividade e uma gestão mais eficiente de recursos. Por exemplo, em ambientes empresariais, a IA ajuda a reduzir o custo por página ao ajustar dinamicamente o uso de cores ou ao integrar funções como a ocultação automática de informações confidenciais em documentos legais ou médicos.

Além disso, a automatização combina com modelos de serviço como subscrição de tinta (HP Instant Ink), que permitem antecipar a reposição sem intervenção do utilizador, reforçando não apenas a eficiência, mas também a sustentabilidade do sistema. A HP continua fortemente a investir na proteção das florestas ou na reciclagem dos nossos consumíveis através do programa HP Planet Partner. A impressão deixa de ser uma tarefa operacional para se tornar um processo inteligente, fluido e personalizado, adaptado ao ritmo do ambiente híbrido atual.

A nível económico, é importante mencionar que as tarifas impostas pela nova administração dos Estados Unidos introduzem uma nova variável na indústria tecnológica e á qual estaremos preparados.

13 – Como está a HP a preparar-se para responder à crescente digitalização e redução do volume de impressão em algumas indústrias?

Portugal tem o desafio da digitalização, especialmente no ambiente empresarial, onde ainda há escritórios que operam com planos em papel sem digitalizar. A HP está a abordar essa questão mediante soluções que combinam impressão e digitalização inteligente, com um forte enfoque na segurança através do seu software Wolf Enterprise security para impressão e na comodidade do utilizador.

A experiência do cliente, tanto em ambientes domésticos quanto profissionais, é fundamental: desde assegurar que um trabalho de impressão se execute sem erros até personalizar funções conforme as necessidades de cada usuário. Por outro lado, há diferenças notáveis entre os países europeus. Por exemplo, o modelo de subscrição de tinta teve uma adoção massiva em Portugal, mostrando uma mudança para modelos de consumo baseados na comodidade. Isso difere de outros mercados europeus, onde essas soluções estão ainda em fases mais iniciais de adoção.

Além disso, em Portugal percebe-se uma maturidade do mercado, com um crescimento especialmente notável no segmento contratual de impressão para escritórios ou pequenas empresas.

Mais informações sobre a HP no site oficial.

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Alfredo Beleza

Alfredo Beleza

Gestor de empresas, “blogger” e designer. Com uma carreira marcada por experiências internacionais, foi diretor de marketing/comercial em empresas na Suiça e no Brasil. É co-fundador do site de notícias TecheNet, onde partilha a sua paixão pelo mundo da tecnologia.

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