O ano de 2026 começou com um terramoto no mercado chinês de smartphones. A Huawei, que tem vindo a protagonizar uma das recuperações mais notáveis da história da tecnologia, conseguiu destronar a Apple e assumir a liderança isolada em quota de mercado no mês de janeiro. Os dados mais recentes revelam que a gigante de Shenzhen não só recuperou o seu território, como empurrou a sua rival americana para a segunda posição, impulsionada pelo sucesso avassalador da sua nova gama topo de gama.
Segundo os gráficos de mercado que acabam de ser divulgados, a Huawei conquistou uma fatia de 18,6% do mercado chinês em janeiro de 2026. Este valor coloca-a confortavelmente à frente da Apple, que registou 17,04% no mesmo período. Esta inversão de papéis é um sinal claro de que a preferência dos consumidores chineses está a mudar, validando a estratégia agressiva de produto da Huawei.
O “motor” do sucesso: 2,5 milhões de Mate 80
A chave para esta vitória tem um nome: Série Mate 80. A nova linha de flagships da Huawei tem sido um fenómeno de vendas desde o seu lançamento. Os relatórios indicam que as vendas totais da série atingiram cerca de 2.5432 milhões de unidades apenas neste período.
Para colocar este número em perspetiva, a performance do Mate 80 esmagou as vendas da geração anterior (Mate 70) no mesmo intervalo temporal, demonstrando que a marca conseguiu reacender o entusiasmo dos seus fãs e atrair novos utilizadores que antes optavam pelo iPhone.

A estratégia vencedora do modelo base
Um olhar mais atento aos números revela uma tendência interessante: o herói não é o modelo mais caro, mas sim o mais acessível da linha premium. O Mate 80 Standard tornou-se o modelo individual mais vendido entre os topos de gama no segundo semestre do ano passado, com mais de 1,5 milhões de unidades ativas.
A Huawei acertou em cheio na proposta de valor. Ao incluir funcionalidades premium — como o reconhecimento facial 3D — no modelo base, a empresa ofereceu aos consumidores uma tecnologia de segurança e conveniência que a concorrência (e até as gerações anteriores da própria marca) reservava para as versões “Pro” ou “Ultra”. Esta decisão de democratizar a tecnologia de ponta num dispositivo com um preço mais “amigo da carteira” foi o catalisador para o volume massivo de vendas.
Uma corrida renhida pelo pódio
Atrás dos dois líderes, a batalha pelo resto do mercado continua feroz e com margens mínimas. A OPPO garantiu o terceiro lugar com uma quota de 16,59%, seguida de muito perto pela Vivo, com 16,26%.
A Xiaomi, apesar do seu forte ecossistema, ficou na quinta posição com 14,39%, enquanto a Honor fechou o grupo dos principais fabricantes com 13,64%.
Estes dados de janeiro lançam o mote para o resto do ano. A Huawei entrou em 2026 a ganhar, mas com a Apple a preparar os seus próximos movimentos (como o iPhone SE 4 ou 17e) e as rivais locais a lançarem novos modelos, a questão agora é se a Huawei conseguirá manter este ritmo alucinante durante todo o primeiro trimestre. Para já, o rei da China voltou a ser chinês.
Outros artigos interessantes:










