A Apple está prestes a renovar a sua porta de entrada no ecossistema iOS, e as notícias são mistas para quem esperava uma revolução visual, mas excelentes para quem procura performance bruta. Mark Gurman, o analista da Bloomberg e uma das vozes mais respeitadas no universo Apple, veio a público corroborar os rumores recentes sobre o iPhone 17e. O veredito é claro: o novo modelo “acessível” manterá o preço agressivo do seu antecessor, ganhará o processador mais potente da marca, mas ficará preso ao design do passado.
Com um lançamento iminente – rumores apontam já para 19 de fevereiro – o iPhone 17e perfila-se como um “lobo em pele de cordeiro”, escondendo tecnologia de ponta num corpo familiar.
A19: O motor de topo num telemóvel de entrada
A grande surpresa deste relatório é a confirmação de que o iPhone 17e será alimentado pelo chip A19. Normalmente, a Apple reserva os seus processadores de última geração para os modelos Pro ou para a linha principal numerada. Colocar o A19 (o mesmo chip que deverá equipar os futuros topos de gama) no modelo mais barato é uma jogada agressiva.
Isto garante que o iPhone 17e terá uma longevidade de software inigualável, capaz de correr as futuras versões do iOS e as funcionalidades de Inteligência Artificial da Apple sem suar durante os próximos 5 ou 6 anos. Para o consumidor que quer um telemóvel que “dure”, esta é a especificação mais importante.

A independência da Apple: Modem C1X e Wi-Fi N1
Gurman destaca também que este dispositivo servirá de veículo de estreia para a independência de componentes da Apple. O iPhone 17e deverá integrar os novos chips proprietários:
- C1X: O modem celular desenvolvido internamente pela Apple, substituindo finalmente os componentes da Qualcomm.
- N1: O novo chip de conectividade Wi-Fi e Bluetooth da marca.
Embora estas mudanças sejam invisíveis para o utilizador comum, elas permitem à Apple otimizar ainda mais o consumo de bateria e a integração do sistema, potencialmente resultando numa autonomia superior.
MagSafe chega, mas a Ilha Dinâmica fica de fora
Uma adição muito bem-vinda é o suporte para MagSafe. O modelo anterior, o iPhone 16e, foi criticado por omitir esta funcionalidade magnética. A sua inclusão no 17e abre as portas a todo um ecossistema de carteiras, suportes de carro e carregadores magnéticos que tornam a utilização do iPhone muito mais conveniente.
No entanto, há um balde de água fria para quem esperava um redesign moderno. Gurman indica que o iPhone 17e não terá a Ilha Dinâmica (Dynamic Island). Em vez disso, manterá a linguagem de design do 16e (e, por extensão, do iPhone 14), preservando o “notch” tradicional. Esta decisão serve, provavelmente, para manter uma distinção visual clara entre o modelo de entrada e os modelos premium que custam quase o dobro.
Preço congelado: 599 dólares
A melhor notícia é a manutenção do preço. Apesar da inflação nos componentes e da inclusão do chip A19, a Apple deverá lançar o iPhone 17e pelos mesmos 599 dólares do seu antecessor.
Esta estratégia posiciona o iPhone 17e como a opção de valor imbatível no mercado: um telemóvel com o processador mais rápido do mundo, carregamento MagSafe e suporte 5G de nova geração, tudo por um preço de gama média. Se conseguires viver com o design do “notch” por mais uns anos, este poderá ser o negócio do ano da Apple.
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