A Huawei parece estar finalmente pronta para dar o salto tecnológico que muitos entusiastas da marca aguardavam há anos. De acordo com as mais recentes fugas de informação vindas da China, a próxima família Huawei Mate 90 está a testar uma mudança estrutural no seu sistema de segurança biométrica, preparando-se para reformar o tradicional sensor de impressões digitais montado na lateral em favor de uma solução ultrassónica integrada diretamente no ecrã. Esta transição, que deverá marcar o alinhamento de 2026, promete transformar a forma como desbloqueias o teu dispositivo e interages com a interface da marca.
Durante várias gerações, a Huawei manteve-se fiel aos sensores capacitivos colocados no botão de energia. Embora esta tenha sido uma escolha prática — dada a sua velocidade de resposta e fiabilidade — a verdade é que, num segmento de luxo, o sensor lateral começou a parecer uma solução datada. O Huawei Mate 90 deverá ser o ponto de rutura com esta tradição.

O conhecido “leaker” SmartPikachu revelou na rede social Weibo que a tecnológica chinesa já está a avaliar dispositivos equipados com sensores de nova geração. Ao que tudo indica, o objetivo é garantir que o sucessor do Mate 80 ofereça uma experiência de utilização mais premium, eliminando os toques acidentais que frequentemente ocorrem quando pegamos num telemóvel com o sensor na lateral.
A magia do som por baixo do ecrã
Ao contrário dos sensores óticos que encontramos na maioria dos smartphones de gama média (que tiram essencialmente uma fotografia da tua digital), a tecnologia ultrassónica funciona de forma muito mais sofisticada. Eis o que muda no Huawei Mate 90:
- Mapeamento 3D: O sensor emite ondas sonoras de alta frequência que batem no teu dedo e regressam, criando um mapa tridimensional detalhado que inclui poros e as cristas da pele.
- Resistência a elementos externos: Podes ter o dedo molhado, sujo ou com vestígios de gordura; o som atravessa essas barreiras com facilidade, garantindo o desbloqueio onde outros falham.
- Segurança reforçada: Como o sensor analisa a profundidade da impressão digital, é quase impossível enganar o sistema com réplicas em 2D ou fotografias.
- Integração estética: O ecrã mantém-se limpo e o design do chassis deixa de necessitar de um botão de energia sobredimensionado ou de uma ranhura específica para o dedo.
Um desafio de engenharia para 2026
Implementar esta tecnologia não é apenas uma questão de “trocar uma peça por outra”. A Huawei tem trabalhado intensamente para otimizar a leitura ultrassónica através das várias camadas que compõem o ecrã, garantindo que a película protetora ou o próprio vidro não interfiram na precisão das ondas sonoras.
A conveniência é o ponto central desta mudança. Em telemóveis de grandes dimensões, como é habitual na linha Mate, alcançar o botão lateral nem sempre é uma tarefa ergonómica. Ao posicionar a zona de leitura no próprio ecrã, o gesto de desbloqueio torna-se mais natural e intuitivo para o utilizador, aproximando a Huawei daquilo que marcas rivais já oferecem nos seus modelos de topo.

Expectativas para o próximo grande lançamento
Embora ainda falte algum tempo para conhecermos todos os pormenores oficiais, este movimento sinaliza uma Huawei focada em retomar a liderança tecnológica no mercado global. Além da biometria, espera-se que o Huawei Mate 90 traga melhorias substanciais na eficiência do processador e na autonomia da bateria, possivelmente acompanhando esta inovação no ecrã com novas capacidades de carregamento ultra-rápido.
A transição para o sensor ultrassónico é mais do que uma atualização técnica; é uma afirmação de intenções. Se as previsões se confirmarem, o Mate 90 será o dispositivo que elevará o padrão de segurança e conforto na utilização diária, deixando para trás as limitações mecânicas dos sensores laterais e abraçando uma interface mais limpa e moderna. Ficaremos atentos aos próximos ensaios laboratoriais da marca para perceber se esta tecnologia chegará a todos os modelos da gama ou se será um exclusivo das versões Pro e Porsche Design.
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