A chegada dos mais recentes Samsung Galaxy Watch 9 e Galaxy Watch Ultra 2 ao mercado trouxe muita animação aos entusiastas de tecnologia. No entanto, se já tens um destes novos wearables no pulso, talvez tenhas notado um detalhe bastante frustrante na hora de recarregar a bateria.
Em vez dos carregamentos rápidos prometidos pela fabricante, vários utilizadores estão a deparar-se com tempos de espera dolorosamente longos. As queixas não param de aumentar no Reddit e nos fóruns da comunidade oficial da marca sul-coreana.
É no mínimo preocupante ver dispositivos premium a sofrerem com este tipo de falha técnica logo após o seu lançamento. O que deveria ser uma simples rotina diária transformou-se num autêntico teste à paciência de quem confiou nas promessas dos novos relógios.
O calor é o principal culpado deste atraso
Oficialmente, a Samsung garante que o Galaxy Watch 9 de 40 mm atinge os 100% de bateria em cerca de 80 minutos, enquanto os modelos maiores e o Ultra 2 precisam de 90 minutos. Infelizmente, a realidade diária de muitos utilizadores está a ser bastante mais demorada. Há relatos de donos do Watch 9 mais pequeno a esperar mais de duas horas, e casos extremos onde o Ultra 2 demorou umas impressionantes quatro horas a carregar num ambiente perfeitamente normal.
A raiz deste problema parece estar ligada a um estrangulamento térmico demasiado agressivo. À medida que o smartwatch aquece na base de carregamento, o sistema corta a potência de forma drástica para tentar arrefecer os componentes internos do equipamento.
Para teres uma noção mais clara do que está a acontecer a nível de hardware:
- A potência inicial de carregamento arranca nos 5.5W.
- Conforme a temperatura do relógio sobe, a potência despenca subitamente para os 3.5W ou valores inferiores.
- O sistema entra num ciclo repetitivo de redução de energia de cada vez que o calor aumenta, o que acaba por arrastar o tempo total na tomada.

Soluções caseiras extremas e problemas de compatibilidade
Perante este cenário quase irónico, alguns utilizadores decidiram ser criativos e adotar medidas drásticas. Há quem coloque uma ventoinha a soprar ar diretamente para o relógio durante o processo de carga. E há até relatos insólitos de utilizadores que recorreram a pasta térmica para colar a base de carregamento a uma peça de metal assente sobre gelo, tudo isto apenas para conseguir manter a velocidade máxima sustentada.
Além de toda esta verdadeira ginástica térmica, parece haver um problema adicional de comunicação com os próprios carregadores. Vários relatos indicam que tentar usar as docas do Galaxy Watch 8 ou bases de terceiros resulta num aviso persistente de “carregamento lento” ou numa rejeição total da energia fornecida. Curiosamente, alguns utilizadores descobriram que usar o carregador antigo do Watch 6 consegue, por vezes, ser mais rápido do que utilizar o cabo de carregamento rápido incluído na nova caixa, o que aponta de forma óbvia para uma possível falha de firmware.
Para já, a gigante sul-coreana ainda não emitiu qualquer comunicado oficial sobre a origem exata destes problemas de gestão térmica. Resta-nos aguardar pacientemente para perceber quando é que a marca irá disponibilizar uma atualização de software capaz de estabilizar as temperaturas e devolver a tranquilidade aos utilizadores.
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