TecheNet
  • Mobile
    • APPLE
    • APPS
    • GOOGLE
    • HUAWEI
    • ONEPLUS
    • SAMSUNG
    • XIAOMI
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS
Sem resultados
Ver todos os resultados
TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados

Elefantes aprendem a identificar vozes humanas para se proteger

Luiz Guilherme Trevisan Gomes por Luiz Guilherme Trevisan Gomes
11/03/2014 - Atualizado a 18/03/2014
Em Ciência

Matriarca reage com atenção ao ouvir a gravação de uma voz masai. Foto: karen mccomb

Matriarca reage com atenção ao ouvir a gravação de uma voz masai. Foto: Karen McComb




Os elefantes africanos (Loxodonta africana) demonstram a impressionante habilidade de diferenciar grupos humanos do continente pela visão e pelo cheiro. Agora, um estudo sugere que preocupação com a ameaça humana tenha levado esses animais a distinguir linguagens humanas, bem como se as palavras são ditas por um homem, uma mulher ou uma criança.

Na região do Quênia onde ocorreu a pesquisa, o Parque Nacional Amboseli, ocorrem embates entre os elefantes e a etnia seminômade masai. Nesses confrontos — por fontes de água e pastagens, primordialmente —, os animais selvagens são frequentemente atacados e mortos por lanças. Já o povo kamba, em cuja sociedade predomina a agricultura, não é uma ameaça aos elefantes. Devido ao perigo em potencial, os elefantes africanos aprenderam a identificar, por exemplo, a cor vermelha adotada pelos masai em seu vestuário, bem como o cheiro característico da etnia, podendo distingui-la dos kamba.

Porém, a bióloga Karen McComb, da Universidade de Sussex, no Reino Unido, e o ecólogo Graeme Shannon, da Universidade Estadual do Colorado, tinham uma teoria mais ousada para testar: eles queriam saber se os paquidermes eram capazes de identificar o perigo na fala dos dois grupos humanos. Então, gravaram as vozes de membros das etnias masai e kamba que diziam “Olha, olha lá! Um grupo de elefantes está vindo!” nas suas respectivas línguas, e reproduziram as gravações em alto-falantes escondidos no parque.

Um homem da etnia masai, com sua tradicional veste vermelha, conduz o gado no quênia. Foto: graeme shannon

Um homem da etnia masai, com sua tradicional veste vermelha, conduz o gado no Quênia. Foto: Graeme Shannon

Bons ouvintes

Ao todo, 47 grupos de elefantes ouviram as gravações, e o comportamento de cada um foi registrado pelos pesquisadores. Quando os animais ouviram a voz do homem masai, tiveram muito mais cuidado ao cheirar o ar ao seu redor e se agruparam defensivamente, de forma que os membros mais velhos cercaram os mais jovens, mantendo uma maior proximidade do que nos agrupamentos provocados pela voz do homem kamba.

No entanto, faltava descobrir se o comportamento defensivo decorria da própria linguagem masai ou se o fato de a voz ser masculina (dado que é grande a probabilidade de um homem à espreita portar uma lança) também interferia na interpretação dos elefantes.

A reprodução das vozes de mulheres e meninos das duas etnias deixou produziu resultados surpreendentes. Entre os masai, as vozes feminina e infantil provocaram menos fugas de elefantes, em comparação com a gravação masculina, efeito que persistiu nas respostas dos animais às vozes kamba feminina e infantil. Nem mesmo a manipulação das vozes masai — alteradas digitalmente para que a masculina se assemelhasse à feminina e vice-versa —, foi capaz de iludir os paquidermes, que se mantiveram atentos.

“Cognitivamente, eles sabem o que estão fazendo, e ajustam sua reação a exatamente aquilo que estão ouvindo”, afirma McComb.

Ademais, os pesquisadores observaram, em artigo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, que as famílias de elefantes lideradas por fêmeas com idades superiores a 42 anos jamais recuaram quando entraram em contato com as falas infantis, ao passo que os grupos chefiados por matriarcas mais jovens recuaram ao som das crianças em cerca de 40% dos experimentos, indicando que o risco proveniente do encontro com os masai possa ter feito do aprendizado uma questão fundamental para essas famílias.

Não está claro se os elefantes nascem sabendo com o que se parecem os sons humanos perigosos ou se compartilham a experiência dos animais mais velhos, mas McComb sugere que este tipo de conhecimento seja cultural, uma vez que, não obstante as mortes de elefantes por masai tenham diminuído, “ainda é óbvio que o medo deles é alto”. A cientista imagina ser provável que os animais jovens adquiram os hábitos de defesa das matriarcas, sendo que estas têm na memória os eventos de confrontos do passado.

Em estudo publicado no periódico PLOS One no mês de fevereiro passado, pesquisadores concluíram que os elefantes parecem comunicar encontros com pessoas perigosas, alterando a frequência sonora dos sons que produzem conforme encontram ameaças distintas. Uma das observações de tal estudo foi a de que um chamado de alerta único é gerado quando os animais se deparam com um enxame de abelhas; outro chamado único identifica humanos que tradicionalmente caçam elefantes.

Quanto ao estudo de McComb e Shannon, este “é mais uma confirmação do quão inteligentes e flexíveis são os elefantes”, diz Joyce Poole, especialista no comportamento destes animais, para quem “os elefantes nos estudam mais cuidadosamente do que nós os estudamos”.

Make-it-clear-brasilMake It Clear Brasil

Um apoio ao livre pensamento e a um entendimento do mundo baseado em evidências

Tags: animaiscomportamentoelefanteslinguagem
PartilhaTweetEnvia
Luiz Guilherme Trevisan Gomes

Luiz Guilherme Trevisan Gomes

é graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e trabalha como consultor financeiro na Valore Brasil - Controladoria de Resultados. Atualmente, cursa o MBA em Controladoria e Finanças na Universidade de São Paulo (USP). Entusiasta da razão e da ciência, fundou o espaço de divulgação científica Make It Clear Brasil, em 2013.

Artigos relacionados

Artemis ii
Espaço

Artemis II: satélite argentino ATENEA junta‑se à missão lunar

18/01/2026
Spacex confirma perda de contacto com o satélite starlink 35956
Espaço

SpaceX confirma perda de contacto com o satélite Starlink 35956

20/12/2025
Telescópio hubble capta "tempestade" de novas estrelas na galáxia ngc 1792
Espaço

Telescópio Hubble capta “tempestade” de novas estrelas na galáxia NGC 1792

08/12/2025
Ariane 6
Espaço

Lançamento crucial: foguetão europeu Ariane 6 coloca satélite de observação em órbita

05/11/2025
Spacex lança mais 28 satélites starlink
Espaço

Starship tem um voo de sucesso, mas a corrida à Lua está tremida

14/10/2025
Voo de teste da starship
Espaço

À quarta foi de vez: Starship da SpaceX completa missão histórica

27/08/2025

Comentários

Últimas notícias

Huawei produtos globais

Huawei marca evento global em Madrid: Runner Watch e Mate 80 a caminho?

05/02/2026
Realme oppo

Terramoto na Realme: OPPO assume controlo e despedimentos começam

05/02/2026
Duplo monitor macbook

Monitor duplo portátil com 100€ de desconto: o escritório móvel definitivo

04/02/2026
QNAP

MacBook Air M4 com desconto: a oportunidade ideal para durar uma década

Galaxy Z Flip 7 Olympic Edition: a prenda de luxo da Samsung para os atletas

Galaxy S21: Samsung encerra suporte de software e diz adeus ao antigo topo de gama

Fallout T2: O final explicado, quem sobreviveu e o que esperar da 3.ª temporada

Como calar o ChatGPT e o Gemini: o truque para acabar com as explicações longas

Huawei Pura X2: o novo dobrável cresce e transforma-se num ‘MatePad Mini’

Gemini ganha vida: IA vai controlar as tuas apps e pedir Uber por ti

Samsung Galaxy S26: novos vídeos oficiais prometem zoom incrível e vídeo noturno brilhante

Fortnite Festival Season 13: Chappell Roan estreia-se com ‘Pink Pony Club’

Honor Magic V6: dobrável estreia ‘caneta multiespectral’ e bateria de 7.000 mAh

Lenovo Legion Y700: o tablet de 8.8 polegadas mais potente do mundo está de volta

OPPO Find X10: câmara frontal quadrada para selfies perfeitas sem rodar

Xiaomi vai produzir a “Lente Magnética” de 100 MP: o futuro da fotografia chegou?

Alerta Apple Pay: o novo esquema sofisticado que quer os teus dados

Google Pixel 10 Pro: desconto de 350€ regressa à Amazon

Google Pixel vence crise de 2026: crescimento de 19% previsto enquanto mercado cai

Stranger Things: novo spin-off animado chega em abril e divide fãs

Techenet LOGO
  • Quem somos
  • Fale connosco, envie a sua pergunta aqui
  • Termos e condições
  • Política de comentários
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Mobile
    • APPLE
    • APPS
    • GOOGLE
    • HUAWEI
    • ONEPLUS
    • SAMSUNG
    • XIAOMI
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.