TecheNet
  • Mobile
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS
Sem resultados
Ver todos os resultados
TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados

Mais de 28 mil milhões de dólares ilícitos a circular na criptoeconomia

Vitor Urbano por Vitor Urbano
18/11/2025
Em Criptomoedas

A promessa original das criptomoedas era a de um sistema financeiro descentralizado, livre da supervisão dos bancos e dos governos. No entanto, essa mesma liberdade tornou-se um refúgio para atividades ilícitas. Uma nova e massiva investigação jornalística acaba de expor a dimensão real deste problema, revelando que há, pelo menos, 28 mil milhões de dólares em fundos de origem criminosa a circular na indústria de criptoativos.

A investigação, conduzida pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação e publicada em colaboração com o The New York Times e outros 36 meios de comunicação social, rastreou este dinheiro até às mãos de hackers norte-coreanos, ladrões e golpistas com esquemas que se estendiam por vários continentes. O relatório não só quantifica o problema, como também aponta o dedo às plataformas de troca (exchanges) que permitem a movimentação destas somas sem o devido escrutínio.

O rasto do dinheiro: como as plataformas são usadas

O relatório utilizou dados agregados da Chainalysis, registos públicos e informações de especialistas forenses para ligar transações a contas e identificar os proprietários de carteiras digitais. A investigação identificou nove carteiras digitais como os principais destinatários destes fundos de origem ilícita.

Duas das maiores plataformas de criptomoedas do mundo, a Binance e a OKX, surgem em destaque como recetoras de grandes volumes destes fundos suspeitos. Os números são alarmantes:

  • Fraude em Larga Escala: No total, as bolsas de criptomoedas terão recebido pelo menos 4 mil milhões de dólares ligados a fraudes só no ano passado.
  • Depósitos Suspeitos: Mais de 500 milhões de dólares de fundos ilícitos fluíram para a Binance, OKX e Bybit no último ano, através de balcões de troca de dinheiro por criptomoedas.

A investigação apurou, por exemplo, que a Binance, que já tinha concordado em pagar uma multa de 4.3 mil milhões de dólares em 2023 por infrações relacionadas com lavagem de dinheiro (incluindo o processamento de transações para grupos terroristas como o Hamas), recebeu, após esse caso, 400 milhões de dólares em depósitos do Huione Group. Esta operação cambojana foi sinalizada pelo Departamento do Tesouro dos EUA por atividade criminosa e foi descrita como uma “Amazon para criminosos” por gerir um marketplace onde se vendia material ilegal.

Mato grosso aposta em criptomoedas e tokenização para expansão internacional

A falha da regulação e o dilema do setor

A investigação salienta que, embora o setor afirme ter melhorado as suas práticas de autorregulação, a realidade é que estas atividades ilícitas continuam a acontecer em larga escala. A essência do problema reside na facilidade com que o anonimato das transações de criptomoedas atrai quem procura fugir ao controlo das autoridades.

O relatório lança o desafio: será que as plataformas de ativos digitais devem deixar circular fundos suspeitos sem fazer perguntas?

  • O Problema da Escala: “As autoridades policiais não conseguem lidar com a quantidade avassaladora de atividades ilícitas neste espaço”, destacou Julia Hardy, cofundadora da zeroShadow, uma empresa de investigações de criptomoedas.

Isto sugere que a responsabilidade de fiscalização tem de ser partilhada pelas próprias bolsas de criptomoedas.

A política do ‘virar a página’: Trump e a regulação mais leve

Este relatório surge num momento particularmente sensível nos Estados Unidos, onde a estratégia de regulação do mercado de criptoativos mudou radicalmente de rumo após a chegada do Presidente Donald Trump à Casa Branca.

Trump, que e a sua família têm investido massivamente no setor (a sua família criou a World Liberty Financial, uma startup de criptomoedas), inverteu a estratégia de regulação da administração anterior, promovendo um ambiente regulatório mais leve.

  • Desmantelamento da Fiscalização: O relatório recorda que, em abril, o Departamento do Tesouro desmantelou uma equipa de fiscalização de criptomoedas, defendendo que os promotores deveriam focar-se nos terroristas e traficantes de drogas que usam criptomoedas, e não nas plataformas em si.

Esta postura política, que reduz as responsabilidades de fiscalização do setor, contrasta com as evidências desta nova investigação, que provam que as atividades ilícitas continuam a ocorrer em larga escala e que os dados já rastreados podem ser apenas “a ponta do iceberg“.

Outros artigos interessantes:

  • ChatGPT corrige finalmente o problema que mais irritava os utilizadores
  • Samsung Galaxy Buds 4 Pro: controlo por gestos de cabeça e novo design
  • União Europeia pondera adiar meta de 2035 para carros a gasolina e diesel
Partilha
Tweet
Envia
Vitor Urbano

Vitor Urbano

Frequentou a licenciatura de Desporto em Setúbal e atualmente reside na Letónia. Apaixonado por novas tecnologias e fã do "pequeno" Android desde 2009.

Artigos relacionados

Revolut research estreia-se com modelo de ia pragma

Revolut lança nova moeda digital em Portugal ligada ao euro

27/08/2026
Revolut x

Revolut X: Agora podes usar inteligência artificial para negociar criptomoedas

10/07/2026
Familia trump

Família Trump lucra milhões com criptomoedas à custa dos investidores

10/06/2026
Google: computação quântica pode quebrar o bitcoin em poucos minutos

Google: computação quântica pode quebrar o Bitcoin em poucos minutos

01/04/2026

Últimas notícias

Samsung prevê escassez de memória para IA até 2028

GLM-5.3 conclui ciberataques complexos em testes

Novo iMac com M6 reforça a aposta da Apple na IA local

Xiaomi Smart Band 11 já está à venda em Portugal e no Brasil

Google apresenta Gemini 4 Carbon para cibersegurança

Apple apresenta MacBook Pro com ecrã tátil pela primeira vez

Power: a série que redefiniu o drama criminal na TV

Porsche aumenta lucros apesar de vender menos 16%

Oracle reforça aposta na IA com chips da Google e Cerebras

Xiaomi lança Redmi K100 com 10.000 mAh e ecrã de 165 Hz

Declaração de Dublin define sete prioridades para a IA na Europa

Moto G47 Power chega a Portugal com bateria de 7.000 mAh

Xiaomi lança Redmi Book 2027 com novos chips Intel

OpenAI poderá comprar chips de IA à Google

iOS 18.7.11 corrige falha de segurança em iPhones antigos

Loblaw aceita auditoria após exposição de dados de 2 milhões

Investigadores acedem a sistemas internos da Anthropic

Meta quer captar 97,5 mil milhões para investir em IA

Apple confirma problemas no ecrã interior do iPhone Duo

OpenAI lança GPT-6.1 Terra para automatizar tarefas

Techenet LOGO
  • Quem somos
  • Fale connosco
  • Termos e condições
  • Política de comentários
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • O uso de IA no TecheNet
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Mobile
  • Tech
    • AUTOMÓVEIS
    • MOBILIDADE ELÉTRICA
    • IMAGEM & SOM
    • ENTREVISTAS
  • Gaming
  • IA
  • Opinião
  • Segurança
  • Negócios
    • EMPRESAS
    • CRIPTOMOEDAS
    • MARKETING
  • Mais
    • ARTE E CULTURA
    • DICAS
    • LIFESTYLE
    • DIREITOS COM CAUSA
    • INTERNET
    • GUIAS
    • PROMOÇÕES
    • REVIEWS
    • SUSTENTABILIDADE
    • TUTORIAIS

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.