A recuperação da Huawei no mercado chinês continua a ganhar força e, desta vez, a vítima é a todo-poderosa Apple. Segundo os dados mais recentes da consultora Omdia relativos ao terceiro trimestre de 2025, a Huawei não só manteve a liderança no mercado de tablets na China, como aumentou a distância para a sua rival americana, impulsionada pelo sucesso estrondoso do seu modelo compacto, o MatePad Mini.
Enquanto a Apple vê as suas vendas encolherem, a Huawei está a capitalizar numa estratégia agressiva de preços e num ecossistema cada vez mais robusto, provando que o consumidor chinês está a mudar as suas preferências.

Os números do domínio: Huawei cresce 21%
Os dados são claros e mostram uma divergência de trajetórias entre os dois líderes de mercado:
- Huawei (1.º Lugar): A gigante chinesa vendeu 2,7 milhões de tablets nos últimos três meses, garantindo uma quota de mercado dominante de 31%. Isto representa um crescimento anual de 21% e um aumento de 500.000 unidades vendidas face ao período anterior.
- Apple (2.º Lugar): A Apple, por outro lado, está em terreno negativo. As vendas caíram para 2 milhões de unidades, uma descida de 14% em comparação com os 2,3 milhões vendidos no ano passado. A sua quota de mercado desceu para 23%.
A batalha dos “Minis”: MatePad vs. iPad
O relatório destaca um ponto crucial nesta inversão: o confronto direto no segmento dos tablets compactos. O Huawei MatePad Mini emergiu como a “estrela do espetáculo”, roubando a atenção e as vendas que tradicionalmente pertenciam ao iPad mini da Apple.
A Omdia aponta que a Huawei tem sido mais eficaz a atrair utilizadores através de descontos agressivos e de uma oferta de produtos mais diversificada. Além disso, a forte integração do ecossistema HarmonyOS e as novas capacidades de Inteligência Artificial (IA) estão a convencer os consumidores locais de que os tablets da Huawei oferecem mais valor do que os da Apple.

O resto do pelotão: Lenovo surpreende com crescimento explosivo
Atrás dos dois gigantes, a luta pelo terceiro lugar é renhida:
- Xiaomi: Mantém o terceiro lugar com 900.000 unidades vendidas. Embora o volume de vendas se tenha mantido estável, a sua quota de mercado caiu ligeiramente de 11% para 10%.
- Lenovo: É a grande surpresa do trimestre. Com 900.000 unidades vendidas e 10% de quota, a Lenovo registou um crescimento impressionante de 71% ano após ano, consolidando a sua posição no mercado.
- Honor: Fecha o top 5 com 600.000 unidades vendidas e uma quota de 7%, mas mantendo um crescimento saudável de 15%.
Estes resultados confirmam que a Huawei completou o seu regresso. Ao superar a Apple por uma margem de 700.000 unidades num único trimestre, a marca envia uma mensagem de força: no seu mercado doméstico, o iPad já não é o rei indiscutível.
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