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O preço do iPhone dobrável vai deixar-te sem palavras

Vitor Urbano por Vitor Urbano
15/03/2026
Em Apple

A chegada do primeiro iPhone dobrável é, sem dúvida, um dos momentos mais aguardados da última década no mundo da tecnologia. Durante anos, ouvimos rumores, vimos patentes e especulámos sobre como seria a abordagem da Apple a este formato. No entanto, havia uma constante em todas as conversas: o preço seria astronómico. Afinal, estamos a falar da marca que lançou uns auscultadores de luxo e um suporte de monitor de mil euros. Mas, contra todas as expectativas, as informações mais recentes apontam para um cenário completamente diferente.

De acordo com fugas de informação que estão a circular no setor, o iPhone dobrável poderá chegar às lojas com um preço inicial de 1.999 dólares. Se este valor te parece familiar, é porque é exatamente o mesmo preço de lançamento do Samsung Galaxy Z Fold 7. Esta paridade é, no mínimo, estranha para uma empresa que costuma cobrar uma “taxa de prestígio” em todos os seus produtos de primeira geração.

Uma estratégia agressiva para dominar o segmento

A ideia de que a Apple vai lançar o seu dispositivo mais inovador de sempre pelo mesmo preço que o seu maior rival é quase difícil de acreditar. Tradicionalmente, a marca posiciona-se num segmento premium, muitas vezes acima da concorrência. Contudo, parece que a Apple aprendeu lições valiosas com o lançamento do Vision Pro. O headset de realidade mista, apesar de tecnologicamente impressionante, enfrentou dificuldades de adoção em massa devido ao seu preço proibitivo de 3.499 dólares.

Ao colocar o iPhone dobrável nos 1.999 dólares, a Apple não está apenas a lançar um produto; está a declarar guerra à Samsung. Se tiveres de escolher entre o dobrável de sétima geração da marca sul-coreana ou o primeiro e altamente desejado dobrável da Apple pelo mesmo valor, qual escolherias? A resposta parece óbvia para a maioria dos consumidores, e é exatamente nisso que Tim Cook está a apostar.

O fim da taxa Apple nos dobráveis?

Olhando para a estrutura de preços detalhada, o modelo base do iPhone dobrável deverá oferecer 256 GB de armazenamento. Se precisares de mais espaço, os saltos de capacidade deverão seguir a lógica habitual da marca, com incrementos de 200 dólares. Isto significa que a versão de 512 GB custaria cerca de 2.199 dólares e o modelo de 1 TB subiria para os 2.399 dólares.

Curiosamente, estas contas colocam o iPhone numa posição extremamente competitiva. Para teres uma ideia, a versão de 1 TB do Galaxy Z Fold 7 é ligeiramente mais cara, rondando os 2.419 dólares. É um cenário quase inédito: um produto da Apple que, especificações por especificações, pode acabar por ser mais barato ou equivalente ao topo de gama da Samsung.

Apple iphone fold

O impacto no ecossistema atual

Outro ponto que reforça a veracidade deste preço é a comparação interna com a restante linha de smartphones da marca. Atualmente, o iPhone 17 Pro Max na sua configuração máxima de 2 TB já atinge o patamar dos 1.999 dólares. Ao fixar o dobrável neste valor, a Apple cria uma transição natural para os utilizadores que já estão habituados a pagar valores elevados pelos modelos “Pro Max”, mas que agora podem optar por um formato totalmente novo sem gastar mais por isso.

Esta decisão pode ser uma resposta direta ao sucesso do Galaxy Z TriFold, que esgotou em poucos minutos apesar de custar quase 3.000 dólares. A Apple percebeu que existe uma procura real por inovação no formato físico dos aparelhos e que os utilizadores estão dispostos a abrir os cordões à bolsa, desde que o produto traga algo de novo à experiência de utilização.

Podes estar a perguntar-te como é que a Apple consegue manter este preço sem sacrificar a margem de lucro a que nos habituou. A explicação poderá residir na cadeia de produção e no adiamento estratégico do lançamento. Ao esperar vários anos para entrar neste mercado, a Apple beneficia de componentes que agora são mais baratos de produzir do que eram há três ou quatro anos. O ecrã flexível e as dobradiças complexas já não são tecnologias experimentais, mas sim componentes com processos de fabrico otimizados.

Ainda assim, deves encarar estes valores com cautela. Até ao anúncio oficial, tudo pode mudar. Mas uma coisa é certa: se o iPhone dobrável chegar realmente a este preço, o mercado dos smartphones nunca mais será o mesmo e a concorrência terá de se reinventar rapidamente para não perder o seu espaço neste novo mundo de ecrãs flexíveis.

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Vitor Urbano

Vitor Urbano

Frequentou a licenciatura de Desporto em Setúbal e atualmente reside na Letónia. Apaixonado por novas tecnologias e fã do "pequeno" Android desde 2009.

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