Se havia dúvidas sobre a saúde do império da Apple em 2026, Tim Cook acabou de as dissipar com um número que é difícil de processar à escala humana. Durante a apresentação dos resultados financeiros do primeiro trimestre fiscal, o CEO da gigante de Cupertino revelou que a base instalada de dispositivos ativos da Apple atingiu um novo marco histórico: 2,5 mil milhões de unidades.
Para colocar este número em perspetiva, se os dispositivos Apple fossem uma nação, seriam a mais populosa da Terra, superando largamente a China e a Índia combinadas. Este crescimento reflete não apenas a venda de novos produtos, mas a incrível capacidade de retenção da marca, que continua a adicionar cerca de 150 milhões de novos dispositivos ativos à sua rede a cada ano que passa.
O iPhone continua a ser o rei (e cresceu 23%)
O motor deste crescimento continua a ser, sem surpresa, o iPhone. A Apple reportou uma receita recorde para o trimestre de 143,8 mil milhões de dólares, e a fatia de leão veio dos smartphones. A família iPhone gerou sozinha 85,3 mil milhões de dólares, registando um crescimento impressionante de 23% em relação ao ano anterior.
Este aumento “assombroso”, como foi descrito, valida a estratégia da Apple com a linha iPhone 17. Apesar da saturação do mercado global de smartphones, a Apple conseguiu convencer os consumidores a atualizar os seus equipamentos, provavelmente impulsionada pelas novas funcionalidades de Inteligência Artificial e pelo ciclo de renovação natural.

Serviços e Wearables: o ecossistema funciona
Mas a Apple não vende apenas caixas. A divisão de Serviços (que inclui a App Store, Apple Music, iCloud e Apple TV+) atingiu também um recorde histórico de receita, somando 30,01 mil milhões de dólares.
Este é o segredo do sucesso dos 2,5 mil milhões de dispositivos: cada iPhone vendido é uma porta de entrada para vender subscrições. Enquanto a receita dos Mac sofreu um ligeiro declínio (devido a comparações difíceis com os lançamentos do ano anterior), o iPad manteve-se sólido com 8,60 mil milhões de dólares e os Wearables (Apple Watch e AirPods) geraram 11,49 mil milhões, provando que o ecossistema continua a expandir-se para o pulso e ouvidos dos utilizadores.
A Índia como o novo motor de crescimento
Um dos destaques mais importantes da chamada de resultados foi o foco na Índia. Tim Cook e o CFO Kevan Parekh sublinharam que a Apple registou um “forte crescimento de receita de dois dígitos” no país, alcançando o seu melhor trimestre de dezembro de sempre naquela região.
Com a expansão da rede de retalho (Apple Stores) e o aumento da base instalada, a Índia está a confirmar-se como o próximo grande mercado de crescimento a longo prazo para a Apple, compensando eventuais abrandamentos noutras geografias. A Apple está a conseguir replicar na Índia o fascínio pela marca que construiu na China e no Ocidente.
Em suma, a Apple entra em 2026 numa posição de força absoluta. Com 2,5 mil milhões de dispositivos nas mãos das pessoas, a empresa tem a maior e mais valiosa plataforma do mundo para lançar as suas próximas inovações em IA e serviços.
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