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O Meta Watch pode chegar já em 2026 para desafiar a Apple

Vitor Urbano por Vitor Urbano
20/02/2026
Em Wearables

Depois de vários avanços e recuos que pareciam ter condenado o projeto ao esquecimento, a Meta decidiu recuperar os seus planos para lançar um smartwatch. De acordo com informações recentes, o dispositivo, que está a ser desenvolvido sob o nome de código Project Malibu 2, poderá chegar ao teu pulso já em 2026.

Esta decisão marca uma mudança estratégica importante para a empresa de Mark Zuckerberg, que parece ter encontrado no desenvolvimento da inteligência artificial o motor necessário para finalmente avançar com o seu próprio wearable.

O renascimento de um projeto que parecia esquecido

Se acompanhas as notícias de tecnologia há algum tempo, talvez te lembres que a Meta já tinha tentado criar um relógio inteligente em 2021. Naquela época, o projeto acabou por ser cancelado devido a uma vaga de despedimentos e à necessidade de cortar custos. No entanto, o cenário atual é muito diferente. O sucesso dos óculos inteligentes Ray-Ban Meta e a evolução galopante da Meta AI parecem ter convencido a empresa de que existe um espaço valioso para um relógio que funcione como um centro de controlo pessoal.

Este novo projeto não é apenas uma tentativa de replicar o que a Apple ou a Samsung já fazem. A ideia é criar um ecossistema onde o relógio serve de ponte entre o utilizador e os outros dispositivos da marca. Em vez de ser apenas um acessório que mostra notificações ou conta passos, o relógio da Meta quer ser uma peça fundamental na forma como interages com o mundo digital.

Meta watch

A inteligência artificial no centro da experiência

O grande diferencial deste dispositivo será, sem dúvida, a integração profunda com a Meta AI. Imagina teres no teu pulso um assistente que não se limita a responder a perguntas básicas, mas que utiliza o contexto do teu dia a dia para oferecer sugestões úteis. A proposta da Meta passa por incluir funcionalidades de tradução em tempo real e análises de saúde baseadas em inteligência artificial que vão muito além dos gráficos tradicionais de batimento cardíaco.

O objetivo é que o assistente seja proativo. Em vez de seres tu a procurar pela informação, o relógio deverá ser capaz de antecipar algumas necessidades. Se estás num país estrangeiro, a tradução instantânea pode ser ativada assim que o sistema deteta um idioma diferente. Se estás a treinar, os conselhos de saúde serão ajustados ao teu desempenho em tempo real, oferecendo uma experiência muito mais personalizada do que os atuais modelos padrão do mercado.

Tecnologia neural e o controlo por gestos

Uma das funcionalidades mais intrigantes que poderá ser herdada de outros projetos da empresa é a tecnologia de banda neural. Atualmente, a Meta já trabalha com sensores que permitem controlar os óculos inteligentes através de pequenos gestos com as mãos ou dedos, captando os sinais nervosos que passam pelo pulso. Transportar esta tecnologia para um relógio inteligente seria um passo lógico e inovador.

Isto significa que poderias controlar o teu relógio, ou até outros dispositivos ligados, sem precisares de tocar no ecrã. Através de movimentos subtis captados pelos sensores do wearable, seria possível navegar em menus, atender chamadas ou descartar notificações. É uma abordagem que coloca a Meta numa posição única, focando-se na interação homem-máquina de uma forma que os concorrentes ainda estão a explorar timidamente.

O desafio de entrar num mercado saturado

Lançar um smartwatch em 2026 não será uma tarefa fácil. Vais encontrar um mercado dominado pelo Apple Watch e pelas várias opções com Wear OS, como os Galaxy Watch da Samsung e o Pixel Watch da Google. Além disso, marcas como a Garmin e a OnePlus conquistaram nichos específicos através da autonomia da bateria e da resistência extrema.

Para que o relógio da Meta tenha sucesso junto de ti, a empresa terá de resolver questões fundamentais. Uma delas é a compatibilidade: será que o dispositivo vai funcionar de forma plena tanto em Android como em iOS? Historicamente, a Meta tenta manter os seus serviços agnósticos em relação ao sistema operativo, mas a integração profunda de hardware e software pode levar a preferências por uma das plataformas.

Outro ponto crítico será a privacidade. A Meta tem um historial complicado nesta área e convencer os utilizadores a colocar um dispositivo cheio de sensores, e potencialmente uma câmara, no pulso será um desafio de marketing considerável. Se a empresa conseguir garantir que os dados de saúde e as interações de voz permanecem seguros, poderá ter em mãos o próximo grande sucesso tecnológico da década. Fica atento, pois os próximos meses deverão trazer mais pormenores sobre este ambicioso Project Malibu 2.

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Vitor Urbano

Vitor Urbano

Frequentou a licenciatura de Desporto em Setúbal e atualmente reside na Letónia. Apaixonado por novas tecnologias e fã do "pequeno" Android desde 2009.

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