A Redmi, a marca da Xiaomi conhecida por oferecer o melhor desempenho ao melhor preço, está a preparar-se para uma transformação radical. Segundo novas e credíveis fugas de informação, o próximo topo de gama da marca, o Redmi K90 Ultra, não será apenas mais um smartphone rápido; será uma máquina de jogos dedicada que invade o território de nicho ocupado pela Red Magic e pela ASUS ROG.
A grande novidade que está a agitar a indústria é a inclusão de uma ventoinha de refrigeração interna. Se confirmado, este será o primeiro smartphone de todo o grupo Xiaomi a integrar refrigeração ativa mecânica, sinalizando uma mudança de prioridade: a Redmi quer dominar o gaming sustentado e acabar com o aquecimento.

A primeira ventoinha da Xiaomi: o fim do ‘throttling’
Durante anos, os telemóveis de gaming dividiram-se em duas categorias: os que usam câmaras de vapor passivas (como a maioria) e os que usam ventoinhas ativas (como o Red Magic). A Redmi sempre esteve no primeiro grupo, mas o K90 Ultra vai mudar isso.
A inclusão de uma ventoinha interna é um passo de engenharia arriscado mas poderoso. Permite que o processador funcione nas suas frequências máximas durante períodos muito mais longos sem sofrer de thermal throttling (a redução de velocidade forçada para baixar a temperatura). Para os jogadores de Genshin Impact, Call of Duty ou emuladores pesados, isto traduz-se em taxas de fotogramas estáveis e um dispositivo que não queima as mãos após 30 minutos de jogo.
O coração: MediaTek Dimensity 9500
O motor escolhido para esta besta é o Dimensity 9500 da MediaTek. Curiosamente, os relatórios indicam que este ano a MediaTek não planeia lançar uma versão “Plus” com overclock (como o 9400+ ou 9300+ anteriores).
Isto significa que o K90 Ultra extrairá o máximo desempenho da versão base do chip, confiando no sistema de refrigeração ativo para manter a performance de pico que, noutros telemóveis, seria insustentável.

Bateria colossal de 8.500 mAh e ecrã de 165 Hz
A outra especificação que define este dispositivo é a autonomia. O K90 Ultra deverá chegar com uma bateria de 8.500 mAh, com testes internos a tentarem empurrar a capacidade ainda mais para cima.
Num mundo onde os 5.000 mAh são a norma, ter 8.500 mAh é revolucionário. Garante sessões de jogo maratona sem a necessidade de estar ligado à parede. E quando a bateria acabar, o carregamento de 100 W promete repor a energia rapidamente.
O ecrã acompanha a ambição: um painel plano de 6.8 polegadas com resolução 1.5K e uma taxa de atualização de 165 Hz, desenhada especificamente para a fluidez extrema que os jogadores de e-sports exigem.
Lançamento antes do Verão
O Redmi K90 Ultra deverá ser apresentado na China entre maio e junho deste ano, possivelmente acompanhado pelo novo tablet de performance Redmi K Pad 2.
Com esta aposta na refrigeração ativa e na autonomia extrema, a Redmi deixa de ser apenas uma opção “custo-benefício” para se tornar numa ameaça séria para as marcas de gaming estabelecidas.
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