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Cinco falhas graves que a Google tem de corrigir no Pixel 11

Vitor Urbano por Vitor Urbano
06/04/2026
Em Google, Mobile

As fugas de informação não perdoam e os primeiros moldes digitais da série Pixel 11 já circulam pela internet. Se olhaste para as imagens do Pixel 11, Pixel 11 Pro e Pixel 11 Pro XL, deves ter reparado que a estética se mantém praticamente inalterada desde a nona geração. E, para ser sincero, isso não é um problema. A linguagem visual da marca está madura e é facilmente reconhecível.

O verdadeiro desafio da gigante das pesquisas não está na aparência exterior, mas sim nas falhas crónicas que continuam a ensombrar a experiência de quem usa estes equipamentos diariamente.

O eterno problema do desempenho bruto

Desde que a Google abandonou os processadores da Qualcomm para criar a sua própria linha Tensor, a jornada tem sido atribulada. Durante anos, lidámos com telemóveis que aqueciam demasiado ao gravar um simples vídeo em alta resolução ou ao navegar com o GPS. O Tensor G5, presente na série Pixel 10, finalmente resolveu esse problema térmico, entregando um equipamento que se mantém fresco. Contudo, agora que o calor está controlado, a falta de potência tornou-se evidente.

Quando comparamos o atual processador da Google com o Snapdragon 8 Elite Gen 5, o fosso de desempenho é inegável. É certo que a marca nunca tentou vender estes telemóveis como máquinas para videojogos intensivos, focando-se antes na inteligência artificial. Mas quando o utilizador investe num topo de gama, espera uma longevidade impecável e rapidez em qualquer tarefa.

Os rumores apontam que o futuro Tensor G6 será fabricado pela TSMC com uma litografia de 2 nanómetros (2nm). Esta redução extrema no tamanho dos transístores permite colocar mais poder de processamento no mesmo espaço físico, consumindo menos energia. É a oportunidade de ouro para a Google fechar a lacuna de desempenho face à concorrência.

Google pixel

Baterias de nova geração e carregamentos dignos

Se o teu telemóvel atual aguenta um dia inteiro de uso, podes achar que isso é suficiente. Mas a indústria já avançou muito além dessa meta. Atualmente, várias marcas concorrentes oferecem autonomias de dois a três dias, e a Google precisa urgentemente de apanhar este comboio.

A solução técnica já existe e dá pelo nome de baterias de silício-carbono. Ao contrário das tradicionais baterias de iões de lítio, que usam grafite no ânodo, esta nova tecnologia permite uma densidade energética muito superior sem aumentar o volume físico da célula. É graças a esta química avançada que marcas como a OnePlus conseguiram colocar 7300 mAh no seu modelo mais recente, ou que a Honor integrou 6660 mAh num telemóvel dobrável. Em contraste, o Pixel 10 Pro XL ofereceu uns modestos 5200 mAh. A transição para o silício-carbono no Pixel 11 não é um luxo, é uma necessidade absoluta para garantir que não ficas sem bateria a meio de um dia exigente.

A urgência de um carregamento consistente

Ter uma bateria maior exige, obrigatoriamente, uma forma mais rápida de a encher. Neste momento, as velocidades de carregamento da Google são, no mínimo, frustrantes. O Pixel 10 base e o modelo Pro estão limitados a 30W por cabo, enquanto a versão Pro XL atinge apenas 45W. Pior do que os números no papel é a consistência: o sistema reduz a velocidade de entrada de energia de forma muito agressiva para proteger a célula, resultando em tempos de espera longos.

Quando a Samsung já oferece 65W no seu Galaxy S26 Ultra e outras marcas ultrapassam facilmente a barreira dos 80W, esperar mais de uma hora para ter o telemóvel pronto a usar é inaceitável num equipamento de topo.

Google pixel 10 pro xl - pitaka (15)

Software útil e armazenamento para os dias de hoje

O grande argumento de venda de qualquer Pixel sempre foi o software exclusivo. Ferramentas de edição fotográfica e tradução em tempo real são funcionalidades que usamos todos os dias. No entanto, os últimos lançamentos deixaram muito a desejar. Funcionalidades como o Magic Cue revelaram-se pouco práticas no mundo real, e o Daily Hub foi um fracasso tão grande que a empresa o removeu do sistema apenas uma semana após o lançamento. A série Pixel 11 precisa de regressar às origens e oferecer ferramentas de software que realmente facilitem a tua rotina, em vez de meros truques de marketing.

Por fim, temos de falar sobre o espaço onde guardas as tuas fotografias e aplicações. Em 2026, com as câmaras a captarem imagens com dezenas de megapíxeis e vídeos em altíssima resolução, o armazenamento base tem de acompanhar esta evolução. A política de preços e capacidades precisa de uma revisão urgente, como podes constatar por esta comparação direta com a principal concorrência:

  • A linha Pixel 10 e 10 Pro chegou ao mercado com apenas 128GB de espaço base, cobrando valores de topo.
  • A família iPhone 17 da Apple estabeleceu os 256GB como o novo padrão mínimo para todos os modelos, sem inflacionar a tabela de preços.
  • A Google tem a obrigação de igualar esta oferta de 256GB no Pixel 11, mantendo a atual estrutura de custos para o consumidor.

Sendo uma das empresas mais valiosas do mundo, a Google tem margem financeira para absorver o custo destes chips de memória. Se a concorrência direta consegue oferecer o dobro do espaço pelo mesmo valor, não há desculpas para que o teu próximo telemóvel Android de eleição não faça exatamente o mesmo.

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Vitor Urbano

Vitor Urbano

Frequentou a licenciatura de Desporto em Setúbal e atualmente reside na Letónia. Apaixonado por novas tecnologias e fã do "pequeno" Android desde 2009.

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