A EDP vai desenvolver um parque solar no Japão com capacidade de 28 megawatts-pico (MWp), na sequência de um contrato de compra de energia de longo prazo (PPA) assinado com uma empresa tecnológica global cuja identidade não foi revelada. O projeto fica localizado em Motoyoshi, na província de Miyagi, e a entrada em operação está prevista para o início de 2028. O anúncio foi feito a 8 de abril de 2026 pela EDP Renováveis APAC, subsidiária do grupo para a região Ásia-Pacífico.

48 hectares de terreno sem uso, 42.000 painéis solares
A central vai ocupar cerca de 48 hectares de terreno sem utilização e contará com mais de 42.000 painéis fotovoltaicos. A produção anual estimada é de 33 gigawatts-hora (GWh), energia que será injetada diretamente na rede elétrica japonesa. O projeto deverá evitar mais de 15.000 toneladas de emissões de CO2 por ano, com os créditos ambientais correspondentes a ficarem na posse do parceiro tecnológico.
Construção do parque solar no Japão: um modelo sem subsídio estatal
O contrato foi estruturado fora do regime japonês de tarifas feed-in (FIT), o que significa que a viabilidade do projeto assenta integralmente na procura corporativa por energia limpa. Este modelo, designado PPA não-FIT, reflete a maturação do mercado de renováveis no Japão, onde grandes empresas tecnológicas estão a assumir compromissos de descarbonização com implicações diretas no financiamento de infraestruturas energéticas.
O Japão como mercado de crescimento para a EDP Renováveis APAC
A EDP Renováveis APAC tem atualmente mais de 500 MW em desenvolvimento no Japão e um pipeline superior a 1,7 GW em toda a região APAC com horizonte até 2030. O país está identificado como mercado prioritário no plano de negócios 2026-2028 do grupo. O projeto de Motoyoshi é o segundo a ser anunciado no Japão, depois da central de 44 MWp em Fukushima, cuja operação comercial arrancou em agosto de 2025.
O contexto energético japonês
O Japão importa cerca de 85% da energia que consome, em grande parte proveniente de combustíveis fósseis. O governo nipónico tem como meta atingir uma quota entre 36% e 38% de energia renovável até 2030, num processo de diversificação acelerado após a crise nuclear de Fukushima, em 2011. A aposta de operadores estrangeiros como a EDP contribui para esse objetivo, ainda que projetos de escala reduzida representem apenas uma fração do esforço necessário.
Fonte do artigo: EDP – Nota de imprensa oficial
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