O risco de usar o smartphone em público é maior do que a maioria dos utilizadores admite. Um estudo da Samsung, realizado junto de 11.000 europeus em 11 mercados, revela que 62% já evitaram operações bancárias em público por receio de exposição do ecrã, e que 56% das pessoas já olharam acidentalmente para o ecrã do smartphone de um desconhecido. Os dados foram publicados a 1 de abril de 2026, no contexto do lançamento do Samsung Galaxy S26 Ultra com Filtro de Privacidade integrado.

Risco de usar o smartphone em público: o que os europeus veem nos ecrãs alheios
Um terço dos inquiridos (33%) afirma ter visto conteúdo pessoal no smartphone de um desconhecido em público, sendo que 27% reconhecem ter visto algo que consideravam não dever ter visto. Os conteúdos mais frequentemente observados são:
- Fotografias pessoais — 38%
- O rosto numa videochamada — 32%
- Mensagens pessoais, como conversas com o cônjuge ou parceiro — 29%
- Notificações e perfis em redes sociais — 27%
- Compras online — 17%
- Notificações e perfis em aplicações de encontros — 12%
- Saldo bancário ou detalhes de conta — 11%
A exposição de dados financeiros e de mensagens privadas em contextos quotidianos ilustra a dimensão real do problema: o ecrã do smartphone tornou-se, na prática, um espaço semipúblico.
Onde acontece com mais frequência
O transporte público é o ambiente onde a visibilidade do ecrã é maior, identificado por 57% dos inquiridos. A espera em filas, como supermercados ou lojas, surge em segundo lugar com 35%, seguida de bares, restaurantes e cafés, referidos por 13% dos participantes.
O estudo descreve este fenómeno como a criação de um “público acidental”: pessoas que veem o que está no ecrã de outro utilizador simplesmente porque está à vista, em momentos em que não têm muito mais para onde olhar.
A discrepância entre perceção e realidade
Os dados revelam uma contradição clara: 48% dos inquiridos acreditam que utilizam o smartphone de forma privada em público, mas 52% reconhecem que é fácil ver o ecrã de outra pessoa. Quase metade (49%) já sentiu que alguém estava a olhar para o seu ecrã em espaços públicos, e apenas 21% consideram a utilização do smartphone em público uma atividade verdadeiramente privada.
Como os europeus reagem e o que evitam fazer em público
As reações à perceção de que alguém pode estar a observar o ecrã variam. A maioria opta por deixar de usar o smartphone (42%), enquanto 28% ignoram a situação e 27% desviam o olhar imediatamente. Apenas 10% chegariam a confrontar diretamente a pessoa.
O impacto vai além da reação imediata: por receio de exposição, os europeus têm evitado ou adiado ações concretas em espaços públicos:
- Operações bancárias — 62%
- Introdução de códigos de acesso — 49%
- Leitura de mensagens privadas — 43%
Estes dados refletem uma mudança de comportamento significativa, em que a privacidade deixou de ser vista apenas como uma questão de definições do dispositivo e passou a ser condicionada pelo ambiente físico envolvente.
Samsung Galaxy S26 Ultra: Filtro de Privacidade como resposta
No seguimento do estudo, a Samsung destaca o Filtro de Privacidade do Galaxy S26 Ultra como uma resposta direta a este problema. A tecnologia, integrada diretamente no hardware do ecrã, limita a visibilidade do conteúdo a quem está diretamente em frente ao dispositivo, reduzindo a exposição lateral sem comprometer a experiência de visualização do próprio utilizador. A funcionalidade requer ativação manual nas definições e, segundo a Samsung, algumas informações podem continuar visíveis dependendo do ângulo ou do brilho ambiente.
Bernardo Cunha, Head of Strategy and Product Marketing de Mobile da Samsung Portugal, sublinha: “O smartphone é um dos objetos mais pessoais que possuímos, pois contém as nossas fotografias, dados bancários, mensagens e muito mais. Foi por isso que incorporámos o ecrã com Filtro de Privacidade no Galaxy S26 Ultra, para que o que está no seu ecrã continue a ser só seu.”
Nota editorial: o estudo foi conduzido pela Censuswide nos seguintes mercados: Reino Unido, França, Alemanha, Espanha, Itália, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Países Baixos e Bélgica. Portugal não está incluído na amostra.
Outros artigos interessantes:









