A gigante chinesa parece estar finalmente pronta para agitar o mercado dos dispositivos dobráveis após um período de relativa acalmia. Depois de um 2025 sem lançamentos de novos modelos de dobragem horizontal, as notícias que chegam diretamente da China sugerem que a Xiaomi está a trabalhar arduamente no sucessor do Mix Fold 4. No centro de toda esta expectativa está o Xiaomi 17 Fold, um dispositivo que promete não ser apenas mais um no catálogo, mas sim uma demonstração de força tecnológica através da utilização de um processador de fabrico próprio, o Xring O3.
As pistas sobre este novo dispositivo foram encontradas no código interno da Xiaomi (o Mi Code), onde surgiu uma referência ao modelo com o nome de código “Lhasa” e a designação interna “Q18”. Embora ainda exista alguma ambiguidade sobre o nome comercial definitivo — que poderá oscilar entre Xiaomi 17 Fold, Mix Fold 5 ou Mix Fold 6 — o que realmente salta à vista é a menção ao processador Xring O3.

Este componente é a peça fundamental da estratégia da marca para reduzir a dependência de fornecedores externos. O Xring O3 deverá ser o sucessor do O1, que vimos estrear no Xiaomi 15S Pro, e representa um salto qualitativo na arquitetura de semicondutores da marca. Ao desenvolver o seu próprio processador, a Xiaomi consegue otimizar o consumo de energia e a gestão térmica, dois pontos críticos em dispositivos que precisam de alimentar ecrãs de grandes dimensões e manter um perfil fino. Se tudo correr conforme as previsões, este novo dobrável poderá ser apresentado já no início de julho.
Xiaomi 17 Max: Um colosso de autonomia e poder bruto
Enquanto o dobrável capta as atenções pela inovação estrutural, há outro protagonista a surgir no horizonte: o Xiaomi 17 Max. Este modelo, com lançamento previsto para maio no mercado chinês, posiciona-se como uma autêntica “besta” de especificações. Imagina um dispositivo que não só te oferece um ecrã plano OLED de 6,9 polegadas com resolução 1,5K, mas que é alimentado pelo Snapdragon 8 Elite Gen 5 da Qualcomm.
O que torna o Xiaomi 17 Max verdadeiramente singular no panorama atual é a sua configuração de hardware:
- Até 16GB de memória RAM LPDDR5X para um desempenho sem falhas.
- Capacidade de armazenamento interno de até 1TB (UFS 4.1).
- Bateria colossal de 8.000mAh, superando quase toda a concorrência direta.
- Carregamento rápido com fios de 100W e sem fios de 50W.
- Sistema de som com colunas duplas simétricas (1115).
Fotografia de alto nível com sensor de 200 megapixels
A Xiaomi não se limitou a colocar uma bateria gigante no modelo Max; o conjunto de câmaras promete ser um dos mais avançados do ano. O destaque vai para o sensor principal Samsung HPE de 200 megapixels, que deverá garantir um nível de detalhe impressionante, mesmo em condições de luz desafiantes. A acompanhar este sensor, terás uma câmara ultra grande angular de 50 megapixels e uma teleobjetiva periscópica também de 50 megapixels, permitindo zoom ótico de alta qualidade sem perda de nitidez.
Para quem não dispensa as selfies ou videochamadas com qualidade profissional, a câmara frontal não fica atrás, apresentando um sensor de 50 megapixels. Esta aposta clara na fotografia computacional, aliada ao poder de processamento do novo chip da Qualcomm, coloca o 17 Max na linha da frente para quem procura o melhor smartphone para criação de conteúdos.
O impacto de uma estratégia de hardware independente
A decisão da Xiaomi em apostar nos processadores Xring para os seus modelos de topo reflete uma mudança de paradigma na indústria. Ao controlares o “cérebro” do smartphone, consegues garantir que o software MIUI (ou HyperOS) comunica de forma muito mais eficiente com o hardware. Para ti, enquanto utilizador, isto traduz-se numa experiência mais fluida, menos aquecimento durante sessões de jogo intensas e, claro, uma longevidade de bateria que as soluções genéricas muitas vezes não conseguem alcançar.
A conjugação entre o regresso ao formato dobrável com o 17 Fold e a potência bruta do 17 Max mostra uma Xiaomi que não quer apenas competir pelo preço, mas sim pela liderança tecnológica. Resta agora perceber como é que estes modelos serão distribuídos globalmente e se o novo processador Xring O3 conseguirá bater-se de igual para igual com os gigantes da Apple e da Samsung no exigente mercado europeu.
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