Se há uma rivalidade que define o mundo da tecnologia na última década, é sem dúvida o braço de ferro constante entre a Apple e a Samsung. Mas, como já deves ter percebido se acompanhas este mercado, o que acontece nos ecrãs de marketing e nas redes sociais é muito diferente daquilo que se passa nos bastidores das fábricas. Quando falamos de ecrãs de altíssima qualidade, a gigante sul-coreana continua a ditar as regras do jogo. E agora, um novo rumor explosivo sugere que a Apple poderá ter de engolir o orgulho e entregar o monopólio total da produção dos ecrãs do futuro iPhone 18 à sua maior rival.
A relação de dependência entre estas duas marcas no que toca ao fornecimento de componentes de imagem já é antiga. A Samsung Display sempre foi a “rainha” dos ecrãs OLED e tem fornecido painéis para todos os smartphones da marca da maçã que adotaram esta tecnologia, desde o lançamento do revolucionário iPhone X até à atual e muito procurada série iPhone 17.

No entanto, a estratégia habitual de Tim Cook e da sua equipa de gestão de operações é nunca depender de um único fornecedor. A Apple detesta colocar todos os seus ovos no mesmo cesto, pois isso retira-lhe poder de negociação e deixa a marca vulnerável a falhas na cadeia de produção. Para mitigar esse risco, a empresa de Cupertino tem feito um esforço colossal ao longo dos anos para integrar outras fabricantes no processo, dividindo as gigantescas encomendas de ecrãs com a LG Display e com a fabricante chinesa BOE.
Contudo, um relatório muito recente e detalhado, publicado pelo prestigiado jornal sul-coreano The Korea Herald, indica que o vento pode estar prestes a mudar de direção de forma drástica. A Apple poderá estar a planear adquirir os ecrãs para toda a futura linha iPhone 18 de forma absolutamente exclusiva à Samsung. Se esta informação se confirmar oficialmente, será um marco histórico: marcará a primeira vez desde a estreia do iPhone X que a Apple confia a totalidade do fornecimento de um componente tão crítico a um único parceiro de fabrico.
Um ecrã curvo nos quatro lados para celebrar 20 anos
Não te esqueças de um detalhe muito importante que está a pressionar a Apple a arriscar mais do que o habitual: o lançamento da série iPhone 18 vai assinalar o aguardado 20.º aniversário do lançamento do iPhone original. A marca quer (e precisa de) fazer um brilharete para assinalar a data, e um ecrã normal, plano e aborrecido simplesmente não será suficiente para deixar o mundo de queixo caído.
Segundo fontes ligadas à indústria, a Apple exigiu à Samsung o desenvolvimento de um painel OLED incrivelmente complexo. O pedido foca-se num ecrã que seja totalmente curvo nos quatro lados (criando uma ilusão de “piscina infinita” nas tuas mãos, sem qualquer borda de alumínio visível quando olhas de frente) e que, acima de tudo, não utilize qualquer tipo de camada polarizadora.
A magia da tecnologia COE e os seus grandes obstáculos
Mas o que é que a remoção deste tal polarizador significa para ti no uso prático do telemóvel? Tradicionalmente, os ecrãs OLED utilizam uma camada polarizadora para reduzir drasticamente os reflexos da luz externa e melhorar o contraste das imagens. O grande problema técnico é que essa camada plástica bloqueia uma parte significativa da luz que o próprio ecrã emite, obrigando o telemóvel a gastar muito mais energia da bateria para conseguir atingir níveis de brilho altos.
Para eliminar a necessidade desta camada obstrutiva, a Samsung terá de recorrer a uma tecnologia de ponta que já domina, chamada COE (Color Filter on Encapsulation). Com esta inovação a trabalhar a teu favor, o teu futuro iPhone 18 conseguiria ser fisicamente ainda mais fino, apresentaria um ecrã brutalmente mais brilhante e visível debaixo da luz do sol de verão e, o mais importante de tudo, pouparia imensa energia, prolongando a vida útil da tua bateria de forma bastante considerável a cada ciclo de carga.
O grande entrave a esta visão idílica é a cruel realidade das linhas de montagem. Especialistas da indústria e analistas de mercado mantêm-se bastante céticos em relação aos prazos impostos pela Apple. Acreditam firmemente que este tipo de ecrã altamente avançado, que junta a curvatura quádrupla extrema e a ausência de polarizador, é um autêntico pesadelo de engenharia para produzir em massa com as baixas taxas de defeito que a marca exige. Resta-nos agora aguardar com enorme expectativa pelos próximos meses para percebermos se a engenharia de elite da Samsung vai conseguir operar este “milagre” industrial a tempo do grande aniversário do produto mais icónico da Apple.
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