A Apple acaba de confirmar o que muitos de nós já temíamos. A gigante de Cupertino aumentou repentinamente os preços em praticamente toda a sua linha de computadores Mac e tablets iPad.
O aviso já tinha sido deixado por Tim Cook há algumas semanas, mas ver a subida de valores a acontecer na realidade é sempre um duro golpe para as nossas carteiras.
O principal culpado desta gigante inflação no ecossistema Apple é a explosão dos modelos de inteligência artificial, que está a devorar o mercado global de componentes.
A febre da inteligência artificial cobra a fatura
A indústria tecnológica está a atravessar o que muitos especialistas já apelidam de “RAMageddon”. Com o aumento avassalador da construção de datacenters para alimentar as exigentes plataformas de IA, o custo dos chips de memória e armazenamento disparou a pique.
A Apple, que habitualmente consegue absorver estas flutuações de mercado graças à sua impecável gestão da cadeia de fornecimento, admitiu que a situação se tornou insustentável. Acaba por ser no mínimo frustrante ver os consumidores finais a pagarem a fatura deste autêntico boom de inteligência artificial.

Quais os equipamentos afetados por este aumento?
O impacto nas tabelas de preços é bastante expressivo e afeta vários dos produtos mais populares da marca, desde as propostas mais em conta até aos computadores de alta performance que os profissionais tanto adoram.
Infelizmente, o recentemente lançado e apetecível MacBook Neo perde grande parte do seu brilho com este aumento. Ao ficar 100 dólares mais caro, o portátil perde a vantagem competitiva que tinha face aos seus rivais diretos, colocando-o numa posição francamente mais difícil no mercado.
Se estavas a ponderar investir num novo equipamento da maçã, prepara-te para os novos valores ditados por este cenário:
- MacBook Neo: sobe de $599 para $699
- MacBook Air: salta de $1.099 para $1.299
- MacBook Pro: passa de $1.699 para $1.999
- iPad Air (11 polegadas): vai de $599 para $749
- iPad Pro: sofre um aumento de $999 para $1.199
- Mac Studio (M4 Max): agrava de $1.999 para $2.499
O iPhone sobrevive intacto (pelo menos para já)
No meio de toda esta amarga escalada de preços, existe um pequeno raio de esperança para os entusiastas de smartphones. A Apple decidiu não mexer na tabela de valores do iPhone, mantendo o seu menino de ouro a salvo deste tsunami financeiro.
A mesma estratégia de contenção foi aplicada aos famosos AirPods e ao Apple Watch. Fica bem claro que a empresa sabe que não pode esticar demasiado a corda no seu principal motor de vendas, sob pena de afastar de vez os utilizadores e dar de bandeja novos clientes à concorrência do universo Android.
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