A febre em torno do regresso das Steam Machines continua a dar que falar, especialmente porque a Valve prometeu que o seu hardware ia mudar a forma como encaramos o gaming na sala de estar. Todos os olhos estavam postos no preço e na potência destas máquinas, mas parece que alguém decidiu roubar o protagonismo.
Enquanto a gigante dona do Steam ainda afina os últimos detalhes para o lançamento oficial do seu dispositivo, uma outra marca decidiu avançar com a sua própria visão. A aposta no SteamOS como sistema operativo principal está a ganhar tração e os resultados já estão à vista.
A Meta PCs acaba de apresentar ao mundo o Steamroller, um desktop pre-built desenhado especificamente para correr a plataforma da Valve de raiz. Esta jogada ousada prova que o mercado está sedento por alternativas viáveis ao domínio tradicional do Windows.

Hardware de respeito focado na longevidade
Ao contrário da aposta mais contida que se espera da versão base da Steam Machine, o Steamroller chega com um preço ligeiramente superior, mas justifica cada cêntimo com a promessa de longevidade. O grande trunfo desta máquina é a utilização de componentes desktop standard, o que significa que não vais ficar preso ao hardware inicial de fábrica.
A configuração foi pensada para garantir frame rates elevados em resoluções de 1080p, aguentando sem suar títulos pesados como o Cyberpunk 2077, Elden Ring, Baldur’s Gate 3 e o incontornável CS2. É, no mínimo, animador para quem quer a facilidade de uma consola, mas com a versatilidade inegável de um PC.
Para que tenhas uma ideia clara do que o Steamroller esconde debaixo do capô, aqui ficam os destaques da sua configuração:
- Processador AMD Ryzen 5 9600X
- Placa gráfica AMD Radeon RX 7600
- Sistema operativo SteamOS pré-instalado
- Estrutura totalmente atualizável, permitindo trocar a GPU, adicionar RAM e expandir o armazenamento sempre que quiseres

O fim do imposto silencioso do Windows
Esta iniciativa da Meta PCs levanta uma questão fascinante sobre o futuro do hardware focado em videojogos. Se a Valve conseguir realmente transformar o SteamOS na escolha de eleição para os jogadores, é muito provável que outras fabricantes sigam este caminho apenas para fugir aos custos de licenciamento do sistema da Microsoft.
Um PC pre-built sem a necessidade de incluir uma licença do Windows 11 pode traduzir-se numa poupança de cerca de 100 dólares na fatura final. Já vimos isto a acontecer de forma muito orgânica no mercado das handhelds, e aplicar a mesma estratégia aos computadores de secretária é uma evolução natural que só tem a beneficiar a carteira do consumidor final.
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