O mundo do carregamento sem fios está prestes a dar um salto gigantesco, e a Xiaomi assumiu o volante desta revolução. A fabricante chinesa acaba de ser destacada como uma das principais forças na criação do novo standard Qi de 50W, prometendo unificar a forma como alimentamos os nossos gadgets.
Não é todos os dias que vemos gigantes tecnológicas a alinhar na mesma direção, mas este acordo inédito inclui pesos pesados como a Apple e a Huawei. Esta colaboração sugere que, muito em breve, a frustração de ter bases de carregamento incompatíveis poderá ser um problema atirado para a gaveta do passado.
Para o consumidor final, a padronização para 50W significa o fim da dependência de carregadores proprietários extremamente caros. É no mínimo revigorante ver a indústria a focar-se numa solução universal que realmente beneficia o utilizador, eliminando as habituais restrições entre os ecossistemas do Android e do iOS.

O fim da guerra dos carregadores sem fios
A grande promessa deste novo consórcio é a criação de um ecossistema de carregamento verdadeiramente aberto e transversal. Até agora, se querias tirar o máximo partido do carregamento rápido wireless do teu smartphone, eras quase sempre obrigado a comprar o acessório oficial da marca.
Com o envolvimento da Xiaomi e da Huawei na definição desta norma Qi de 50W, a compatibilidade está praticamente garantida em toda a linha de equipamentos Android premium. O facto de a Apple também estar sentada à mesma mesa é um forte indicador de que até os futuros iPhones poderão adotar esta velocidade estonteante sem restrições proprietárias manhosas.
O que muda para o consumidor comum
Na prática, a adoção em massa deste standard de 50W vai transformar drasticamente a rapidez com que injetas bateria no teu telemóvel. Deixas de estar limitado àquelas lentas cargas noturnas e passas a conseguir níveis de energia substanciais enquanto tomas banho ou tomas o pequeno-almoço.
Para que não tenhas dúvidas sobre o impacto monumental desta mudança, aqui ficam as principais vantagens do novo formato universal:
- Compatibilidade cruzada entre dispositivos Apple, Xiaomi, Huawei e outras marcas de topo.
- Velocidades de carregamento sem fios que rivalizam com as tradicionais opções com cabo.
- Fim da necessidade de comprar bases proprietárias dispendiosas para cada equipamento.
- Maior longevidade dos acessórios, que passam a servir para futuros upgrades de telemóvel.
Ainda teremos de aguardar pelas confirmações oficias de implementação deste protocolo nos lançamentos da próxima geração. No entanto, é seguro afirmar que a guerra dos carregadores exclusivos tem os dias contados. Quando as maiores fabricantes decidem jogar na mesma equipa, quem fica a ganhar é inevitavelmente a tua carteira.
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