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China planeja remodelar o mundo com robôs humanóides até 2025

Ana Laura Ferreira por Ana Laura Ferreira
09/11/2023
Em Inteligência Artificial, Notícias, Tecnologia

A China planeja uma revolução na produção em massa de robôs humanóides até 2025. Tanto as empresas chinesas quanto as ocidentais competem para liderar essa transformação tecnológica, que promete remodelar a forma como vivemos.

A China lançou um plano ambicioso para a produção em massa de robôs humanóides que promete “remodelar o mundo” até 2025, de acordo com um documento oficial divulgado recentemente pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT). 

Neste artigo, exploraremos os detalhes deste plano e como ele se compara aos esforços de empresas no Ocidente, que também investem na produção em massa de robôs avançados. 

Esta revolução da robótica promete mudanças significativas no nosso dia a dia e na indústria.

Imagem de um robô
Imagem: alex knight via unsplash

China e a revolução dos robôs humanóides

O MIIT chinês divulgou um documento que traz diretrizes para o desenvolvimento de robôs humanóides e destaca metas ambiciosas para a produção em massa dessas máquinas revolucionárias. 

Segundo o Business Insider, o MIIT acredita que até 2025, esses robôs terão alcançado um “nível avançado” e serão produzidos em larga escala. 

Eles são vistos como produtos tão inovadores quanto os computadores foram no século passado, e smartphones e veículos movidos a novos tipos de energia são atualmente.

A visão da China é clara: os robôs humanóides têm o potencial de causar um impacto semelhante aos dispositivos eletrônicos mais essenciais da nossa era. 

As implicações dessa revolução tecnológica são vastas e abrangem diversos setores, desde a assistência médica até a indústria de serviços e logística.

A resposta das empresas chinesas

Algumas empresas chinesas já estão comprometidas em fazer avançar a visão do governo chinês. 

A startup Fourier Intelligence, por exemplo, anunciou planos para produzir em massa seu robô humanóide GR-1 até o final deste ano. 

A empresa tem como meta entregar milhares de robôs em 2024, capazes de se mover a cinco quilômetros por hora e transportar cargas de até 50 quilos. 

Isso ilustra o compromisso e a rapidez com que as empresas chinesas estão abraçando a visão de robôs avançados em escala global.

Robô enfermeiro dilligent
Imagem: reprodução via diligent robots

O ocidente na corrida por robôs em massa

Não é apenas a China que se posicionou nesta corrida revolucionária. As empresas ocidentais também competem para produzir robôs em massa. 

A Agility Robotics, uma empresa norte-americana, está prestes a abrir uma fábrica de robôs no Oregon ainda em 2023. Seus androides são conhecidos por imitar movimentos humanos, como andar, agachar e carregar pacotes.

A gigante do e-commerce, Amazon, também começou a testar  o robô Digit da Agility Robotics em um centro de pesquisa e desenvolvimento perto de Seattle. 

O objetivo? Automatizar ainda mais seus armazéns, aumentar a eficiência e reduzir os custos. 

Este projeto encontra-se na fase piloto, mas é um exemplo de como as empresas ocidentais também reconhecem a importância dos robôs avançados em seus negócios.

Inovação e robótica não são territórios exclusivos da China ou de empresas de tecnologia. 

Até a Tesla, liderada por Elon Musk, investe em seus próprios robôs humanoides, que foram apelidados de “Optimus” ou “Tesla Bots”. No entanto, Musk admitiu que ainda há um longo caminho a percorrer antes que esses robôs estejam prontos para produção em massa. 

A Tesla vê esse projeto como uma extensão do seu compromisso com a automação e a mobilidade do futuro.

As implicações da revolução dos robôs

A produção em massa de robôs humanoides tem o potencial de causar uma transformação radical em diversos setores. 

Desde a assistência médica, onde eles podem apoiar cirurgiões e profissionais de saúde, até à indústria de serviços, onde podem desempenhar funções diversas, que incluem atendimento ao cliente e até mesmo a educação.

A logística também será afetada, com robôs assumindo tarefas de transporte e entrega. Essas mudanças resultam em maior eficiência e, possivelmente, em reduções de custos importantes para as empresas.

Criança tocando em robôs humanóides
Imagem: katja anokhina via unsplash

A visão da China de produzir robôs humanoides em massa até 2025 é reflexo de uma onda de inovação e concorrência em todo o mundo. 

As empresas chinesas e ocidentais estão competindo para liderar essa revolução tecnológica que promete remodelar a forma como vivemos e ganhamos. 

À medida que os robôs avançados se tornam uma parte essencial do nosso cotidiano, é importante considerar o impacto social, econômico e ético dessa mudança. 

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Ana Laura Ferreira

Ana Laura Ferreira

Graduada em Jornalismo pela UNESP (2022), é especialista em Marketing Digital, com foco em SEO e Comportamento do Consumidor. Apaixonada por cultura e por suas possibilidades de ação dentro da sociedade, participa ativamente de diversos projetos focados em crítica e estética cultural.

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